Após 24h no Panamá, Lula voltou ao Brasil com acordos assinados, convite para posse no Chile e acerto para visita do presidente da Bolívia
Cidade do Panamá — O presidente Lula voltou ao Brasil da viagem ao Panamá trazendo na bagagem acordos bilaterais e a previsão de ao menos dois novos encontros com líderes de direita.
Lula fechou quatro acordos com o governo panamenho. O mais importante deles foi um acordo de cooperação em investimentos entre Brasil e Panamá, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Brasil e Panamá também assinaram um termo de referência para a negociação de um acordo comercial de alcance parcial, além de memorando de entendimento para cooperação turística.
Visitas acertadas
Já em relação às visitas, Lula indicou que irá a Santiago em março para a posse do direitista José Antonio Kast como novo presidente do Chile. O convite foi feito por Kast durante reunião com Lula na terça-feira (27/1).
Ainda no Panamá, Lula convidou o também direitista Rodrigo Paz, novo presidente da Bolívia, para uma visita oficial ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2026, antes do período eleitoral brasileiro.
Fórum econômico
Lula viajou ao Panamá na terça-feira para participar do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, que ficou conhecida como a “Davos latino-americana”. O presidente discursou no evento na quarta-feira (28/1).
O mandatário aproveitou sua fala no evento para mandar alguns recados, especialmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pela decisão de intervir na Venezuela e prender o ditador Nicolás Maduro.
Em sua fala no evento, Lula não citou diretamente nem Trump nem a situação da Venezuela, mas falou sobre a complexidade da região, considerando a proximidade com a “maior potência militar do mundo”, e defendeu uma integração maior entre os países.
Lula apontou problemas na Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que está paralisada. Segundo ele, diante dos conflitos “ideológicos”, o bloco não teria conseguido sequer emitir uma nota contra intervenções ilegais na região.
“A única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a Celac, está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente Petro. A Celac não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro ainda defendeu a “neutralidade” do Canal do Panamá, uma das ambições de Trump. O americano só retirou a passagem marítima de seu radar por causa de um acordo com o presidente panamenho, José Mulino.
“A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas”, afirmou o mandatário brasileiro.
Com informações do Metrópoles
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