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PF deflagra 8ª fase da Operação Sisamnes. STF afasta magistrado e bloqueia R$ 30 milhões

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Nova etapa investiga venda de sentenças no TJ-MT. Magistrado é alvo de busca e tem passaporte retido

247 – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a oitava fase da Operação Sisamnes, aprofundando as apurações sobre um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolve magistrados do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento do juiz de suas funções, além do sequestro de bens e valores que somam cerca de R$ 30 milhões. Também foi ordenada a retenção do passaporte do investigado, que está proibido de deixar o país.

A nova fase da operação tem como objetivo desarticular um esquema de pagamentos de propina em troca de decisões judiciais. A Polícia Federal afirma que identificou indícios de um complexo sistema de lavagem de dinheiro criado para ocultar os valores milionários recebidos.Play Video

Nesta etapa, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado de Mato Grosso. As diligências seguem em andamento, com foco na coleta de provas que sustentem a acusação de corrupção judiciária.

Fase anterior revelou grupo ligado a assassinatos e espionagem – A nova ofensiva ocorre um dia após a revelação de um dos aspectos mais graves da operação. Na quarta-feira (28), durante a sétima fase da Sisamnes, a PF revelou que militares da ativa e da reserva fundaram uma empresa clandestina com o objetivo de executar espionagens e assassinatos por encomenda. O grupo operava sob o nome de “Comando C4: Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”.

Segundo a investigação, a empresa era registrada como prestadora de serviços de segurança privada, mas atuava de fato como braço operacional para crimes de alta gravidade. Um dos documentos apreendidos é uma tabela manuscrita com valores para monitoramento ou execução de figuras públicas, entre elas ministros do STF, senadores e deputados. Os valores variavam de R$ 50 mil, no caso de cidadãos comuns, até R$ 250 mil para ministros do Judiciário.

Coronel da reserva é apontado como elo do grupo – O coronel da reserva do Exército Etevaldo Caçadini de Vargas é apontado como um dos principais integrantes do grupo clandestino. Ele já se encontrava preso por decisão da Justiça estadual de Mato Grosso, mas voltou a ser alvo de mandado de prisão expedido pelo STF. Foi na residência de Caçadini que os agentes federais localizaram a tabela com os nomes e os valores dos supostos “serviços”.

A defesa do coronel alega que ele foi citado apenas após uma “confissão obtida mediante tortura” por um dos acusados do assassinato do advogado Roberto Zampieri — crime que deu origem à atual linha investigativa. Um novo pedido de liberdade foi protocolado, mas ainda não teve decisão.

Outros quatro investigados também tiveram mandados de prisão expedidos, além de ordens de busca e monitoramento eletrônico. As ações foram autorizadas pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.

Homicídio de advogado expôs bastidores do Judiciário – A morte de Roberto Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023 em Cuiabá, foi o ponto de partida para as descobertas mais recentes. O celular do advogado, apreendido pela PF após o crime, revelou mensagens e documentos que conectavam seu nome a um esquema de pagamento de propina a desembargadores e assessores de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a PF, os dados extraídos do aparelho foram comunicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os registros manuscritos indicavam repasses irregulares a servidores de cortes superiores e listavam nomes de ministros do STF e parlamentares.

A corporação destaca que o grupo criminoso atuava com “motivação política e institucional”, estruturado como uma verdadeira empresa do crime. A complexidade do esquema e os alvos de alta relevância reforçam a gravidade do caso.

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