Consulta começa em 1º de julho e busca dar voz direta à população sobre temas como jornada de trabalho, tributação e qualidade de vida
247 – Movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos intensificam, em todo o Brasil, as mobilizações em torno do Plebiscito Popular 2025, uma ampla consulta nacional que vai ouvir diretamente a população sobre temas centrais para o futuro do país.
A iniciativa, organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo — que reúnem entidades como a CUT, CTB e outras centrais sindicais, partidos progressistas e movimentos sociais — tem início no próximo dia 1º de julho e promete ganhar ainda mais projeção durante a Semana da Pátria, em setembro.O plebiscito vai perguntar aos brasileiros e brasileiras sobre três propostas: redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim da escala 6×1 — regime que impõe seis dias de trabalho para apenas um de descanso — e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de maior taxação sobre salários acima de R$ 50 mil.
A consulta ocorrerá entre 14 e 21 de setembro, com participação aberta, gratuita e voluntária, tanto em pontos físicos quanto pela internet, através do site oficial www.plebiscitopopular.org.br.
Resposta ao bloqueio no Congresso
Para o secretário nacional de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho, o plebiscito ocorre num momento crucial, em que o Parlamento brasileiro se mostra cada vez mais como uma barreira contra avanços populares.
“É no Congresso que a elite brasileira finca suas unhas para impedir qualquer redistribuição de riqueza”, afirma o dirigente. “Por isso, o plebiscito também cumpre uma função de denúncia e de pressão política: ele revela o conflito de classe que atravessa o país e mostra que há um Brasil que deseja mudanças e outro que fará de tudo para manter privilégios e desigualdades.”
Atos públicos e organização popular
As primeiras mobilizações em torno do plebiscito já estão ocorrendo em várias cidades do país. Em capitais como São Paulo, João Pessoa, Belém e Porto Alegre, lideranças sindicais, representantes de movimentos sociais e voluntários se reuniram para fortalecer a organização da consulta, que aposta em estratégias híbridas de mobilização.
Além dos tradicionais jornais impressos, cartazes e panfletos, o plebiscito também terá forte presença digital, com vídeos, conteúdos para redes sociais e materiais online que serão compartilhados em massa. Paralelamente, foi formada uma rede de mobilizadores populares, que atuará diretamente nos territórios, dialogando com a população, promovendo assembleias e ampliando o alcance da campanha.
Semana da Pátria será ponto alto
Embora o plebiscito tenha início oficial em 1º de julho, os organizadores projetam que a Semana da Pátria, de 1º a 7 de setembro, será um dos momentos de maior visibilidade da campanha. Durante esse período, estão previstas mobilizações em praças, terminais de transporte, escolas, sindicatos e locais de grande circulação, com o objetivo de conscientizar a população e incentivar a participação na votação.
Como votar
A votação ocorrerá entre os dias 14 e 21 de setembro, em caráter aberto, gratuito e voluntário. Haverá urnas físicas em sindicatos, praças públicas, igrejas, terminais de transporte, escolas e locais de trabalho. Quem preferir, poderá votar pela internet, através do site www.plebiscitopopular.org.br, que estará disponível para registro e participação durante o período oficial.
Direitos em debate
Para os organizadores, a consulta popular representa mais do que uma simples sondagem de opinião. É uma forma de recolocar, na agenda pública, debates urgentes sobre o direito ao descanso, à qualidade de vida, à justiça tributária e à dignidade da classe trabalhadora. Em um cenário de crescente desigualdade social, os temas do plebiscito se apresentam como um contraponto à lógica de exploração e concentração de renda, que ainda marca a realidade brasileira.
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