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EUA não apoiam independência de Taiwan e querem evitar ‘nova Guerra Fria’ com a China, diz Sullivan a Xi em Pequim

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Em seu último dia de missões na capital do gigante asiático, o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos se encontrou com o presidente chinês

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China
Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China (Foto: Presidência da China)

O presidente chinês Xi Jinping recebeu pessoalmente o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, no Grande Salão do Povo nesta quinta-feira (29), data que marca o último dia da estadia da autoridade estadunidense em sua atual missão em Pequim.

Sullivan está na China desde terça-feira (27) para uma série de encontros com autoridades locais – em especial o Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi – a fim de discutir pontos de grandes divergências recentes entre os EUA e o gigante asiático, como a questão de Taiwan, a Guerra da Ucrânia, entre outros. Yi também esteve presente na reunião de hoje.

Em uma tentativa de acalmar as tensões, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA reiterou hoje que seu país “não busca uma nova Guerra Fria”, que os Estados Unidos não apoiam a “independência de Taiwan” e tampouco desejam um conflito com a China. Segundo um comunicado emitido pelos chineses após a reunião, “a política de uma só China dos Estados Unidos não mudou e não há intenção [por parte dos americanos] de usar Taiwan como uma ferramenta para conter a China”.

Além disso, Sullivan reforçou o interesse do presidente Joe Biden em ter uma conversa com Xi “em breve”, desejo este que já havia sido manifestado após a rodada de conversas de ontem.

XI PARA OS EUA: RIVAIS OU PARCEIROS? – O presidente chinês, por sua vez, também expressou sua disposição em manter contato com o presidente Biden “para guiar e direcionar o desenvolvimento das relações China-EUA”. Em relação aos outros tópicos discutidos com o conselheiro estadunidense, Xi ressaltou que a posição de defender a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento da China permanece inalterada, “assim como seus esforços para promover a amizade tradicional entre o povo chinês e americano”.

O presidente afirmou esperar que os Estados Unidos trabalhem na mesma direção da China, pontuando que os países “precisam primeiro e acima de tudo encontrar uma boa resposta para a questão abrangente: a China e os Estados Unidos são rivais ou parceiros?”

Acima de tudo, o líder chinês destacou que “o compromisso da China com o objetivo de uma relação estável, saudável e sustentável com os Estados Unidos permanece inalterado; seu princípio de lidar com a relação com base no respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação vantajosa para ambos permanece inalterado”.

Se antes da visita de Sullivan a situação caminhava para um aumento das divergências entre os dois países – especialmente após os anúncios de sanções aplicadas pelos EUA contra empresas chinesas na última sexta-feira (23), consideradas “ilegais” pelo gigante asiático -, ainda não é possível afirmar que agora, após três dias de conversas, o panorama está definitivamente alterado.

No entanto, pode-se dizer que o canal de comunicações entre os países segue aberto e que a bola está nos pés dos EUA para provar que suas palavras (aparentemente amistosas) podem se converter em ações concretas no sentido de reforçar os laços diplomáticos. A China, por sua vez, permanece em compasso de espera por novidades neste sentido.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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