Com Jair Bolsonaro provavelmente preso, Eduardo vê na candidatura de Tarcísio um risco para a existência do bolsonarismo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem articulado nos bastidores a possibilidade de lançar sua candidatura à Presidência da República em 2026, em oposição direta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a Folha de S. Paulo, o movimento pode ocorrer mesmo sem o apoio de Jair Bolsonaro (PL), que, segundo aliados, vem sendo pressionado pelo centrão a endossar o nome de Tarcísio.
Eduardo enxerga uma eventual vitória do governador como o fim do bolsonarismo enquanto movimento político. O parlamentar, que atualmente permanece nos Estados Unidos e não tem previsão de retorno ao Brasil, é alvo de investigações da Polícia Federal e tenta articular anistia a bolsonaristas processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a si próprio.
Estratégia política e riscos jurídicos
Mesmo diante da possibilidade de prisão caso retorne ao país, Eduardo afirma a interlocutores que poderia disputar a eleição a partir do exterior. Especialistas lembram que a lei eleitoral permite candidatura de brasileiros residentes fora do país, desde que mantenham domicílio eleitoral ativo.
O principal entrave, contudo, está na investigação conduzida pelo STF sobre sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos contra autoridades do Judiciário brasileiro, processo no qual já foi indiciado pela Polícia Federal. Se for considerado inelegível, os planos de disputar a Presidência podem ser inviabilizados.
Outro ponto central na estratégia é a relação com o PL. Eduardo avalia deixar a legenda, sobretudo se Tarcísio migrar para o partido — cenário que exigiria a busca por nova sigla até abril de 2026, prazo legal para quem pretende concorrer ao pleito.
Disputa interna no bolsonarismo
Mensagens divulgadas pela Polícia Federal mostram que Eduardo se posiciona contra a candidatura de Tarcísio, considerada por ele uma aposta do “sistema” e não da direita. Segundo aliados, o deputado acredita que lançar-se candidato, ainda que com poucas chances de vitória, ajudaria a manter vivo o movimento bolsonarista e a fortalecer a bancada conservadora no Congresso, mirando também influência para 2030.
Enquanto isso, a relação entre os filhos de Jair Bolsonaro se mostra fragmentada. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador no Rio de Janeiro, acompanha o irmão nas críticas ao governador paulista, principalmente após gestos de aproximação de Tarcísio com lideranças do centrão. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adota postura mais cautelosa, sem ataques públicos ao governador, e atua como principal articulador político do pai em Brasília.
Com informações da brasil247
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