O Banco de Brasília (BRB), instituição pública com mais de meio século de história, vê seu futuro em xeque após uma sequência de operações com o Banco Master – instituição privada focada em créditos e investimentos liquidada extrajudicialmente em novembro de 2025 por decisão do Banco Central (BC).
O BRB foi o maior comprador de ativos do Master entre 2024 e 2025, mesmo após alertas de risco e sinais claros de que o banco privado enfrentava sérios problemas de liquidez. De acordo com o sistema IF.data do Banco Central, a carteira de crédito do BRB saltou de R$ 37 bilhões para R$ 57 bilhões, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, um crescimento de R$ 20 bilhões em apenas 12 meses. Deste total, ao menos R$ 12,2 bilhões são decorrentes de operações com o Banco Master. Ou seja, mais de 20% da carteira foi atrelada a papéis do banco que viria a quebrar. Trata-se de uma exposição que, segundo especialistas, compromete a solidez da instituição.
“O principal ativo de um banco é a confiança. Quando ela é corroída, nem mesmo a carteira sólida consegue sustentar sua credibilidade”, afirma o economista Pedro Faria, doutor em História pela Universidade de Cambridge. Para ele, a forma como o BRB foi utilizado para capitalizar o Master representa “o uso político de um banco público para beneficiar aliados privados, e o prejuízo fica socializado”.
Ivan Amarante, secretário de organização do ramo financeiro do Sindicato dos Bancários de Brasília, também chama atenção para o tamanho da exposição. “Foi uma operação de mais de R$ 10 bilhões com um banco que tinha R$ 5 bilhões de patrimônio líquido. É o tipo de descompasso que coloca qualquer banco em risco, veja o que foi a fraude das Americanas para o Bradesco, que é muito maior que o BRB. Aqui, o tamanho da operação beira a irresponsabilidade.”
A estimativa inicial do rombo era de R$ 2,6 bilhões. Mas, conforme revelou a Reuters, o valor pode alcançar R$ 5 bilhões, segundo depoimento à Polícia Federal (PF) do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. O montante supera o próprio patrimônio líquido do BRB, que era de R$ 4,9 bilhões ao final do terceiro trimestre de 2025, segundo dados mais recentes do Banco Central.
A crise pode comprometer o futuro do banco. O atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, já confirmou a necessidade de buscar apoio junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ao próprio Governo do Distrito Federal (GDF) para cobrir o buraco. “Não é só que o BRB fez um mau negócio, ele foi usado para tentar salvar um banco privado com problemas antigos e conexões políticas fortes. Isso é muito mais grave”, avalia Faria.
O Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro através de uma holding com sede nas Ilhas Cayman, vinha sendo acompanhado pelo Banco Central desde 2024 e operava com sinais evidentes de desequilíbrio. O grupo é investigado por práticas fraudulentas envolvendo a revenda de carteiras de crédito falsas, operações com entidades de fachada e articulações com fundos e fintechs sem lastro real.
Ainda assim, documentos e depoimentos obtidos pela reportagem do Brasil de Fato mostram que a direção do BRB, sob comando de Paulo Henrique Costa, demitido por Ibaneis Rocha em novembro, seguia pressionando internamente pela continuidade das compras. Costa deixou o cargo em 19 de novembro de 2025, após ter sido afastado em 18 de novembro de 2025 por decisão judicial no âmbito da Operação Compliance Zero da PF.
Meses antes, o Banco Central vetou, em setembro de 2025, uma tentativa do BRB de investir mais dinheiro para, desta vez, adquirir não somente carteiras de crédito, mas o controle do Master. O conselho do BRB havia aprovado, em março, a compra de 58% do capital do banco privado. O veto do BC à operação foi seguido pela liquidação extrajudicial da instituição financeira privada semanas depois, escancarando fraudes e forçando o BRB a reconhecer prejuízos em larga escala.
“A gente está falando do uso de um banco público para socorrer um aliado, com decisão política clara de correr risco com dinheiro do povo”, afirma Amarante. Segundo ele, o sindicato emitiu alertas formais desde 2024 sobre o risco de exposição ao Master, mas foi ignorado. “A postura do Ibaneis e da gestão do BRB foi de pisar no acelerador, mesmo diante dos sinais de alerta”, afirma.
A combinação entre o rombo bilionário e o desgaste reputacional gera debate sobre o futuro da instituição. Em janeiro de 2026, o governador Ibaneis Rocha indicou Edison Garcia para o conselho de administração do BRB. Garcia é conhecido por ter conduzido, sob o governo Ibaneis, a privatização da distribuidora de energia do Distrito Federal (CEB), e hoje ocupa cinco conselhos da empresa que arrematou a estatal, a Neoenergia.
“Estamos diante de um roteiro conhecido. Sucateia-se por dentro e depois aparece a privatização como única saída ‘responsável’”, alerta Pedro Faria.
Em nota enviada à reportagem, o banco afirma que estuda alternativas como a criação de um fundo com imóveis do GDF, empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e até capitalização direta pelos controladores. “A conta será paga com dinheiro público”, rebate Amarante.
O Banco Central e o GDF não responderam aos pedidos de posicionamento do Brasil de Fato até a publicação desta reportagem. O espaço seque aberto.

Como o BRB foi tragado para o centro da crise
Entre 2024 e 2025, sob o comando de Paulo Henrique Costa, o BRB passou a adquirir massivamente carteiras de crédito do Master, mesmo diante de alertas internos e da desconfiança crescente do mercado. Em depoimento à PF, Costa diz que as operações visavam diversificar a atuação do banco e que eram encaradas como uma oportunidade de crescimento pela direção.
Internamente, a pressão por novas compras era evidente. Em setembro, segundo anotações apreendidas pela PF, o presidente do BRB teria afirmado, durante reunião de diretoria, que “faz-se necessário efetuar as compras de carteiras”, sob pena de o Master quebrar. As transações se davam mesmo após a revelação da fraude da Tirreno, uma das carteiras fictícias repassadas ao BRB pelo Master.
Segundo o ex-presidente, a continuidade das compras seria necessária para tentar reverter, com a troca dos ativos adquiridos anteriormente por papeis “de melhor qualidade”, o potencial de prejuízo de transações anteriores.
“O BRB estava sendo usado para salvar um banco de um aliado político. E, depois, se descobriu que nem isso, o Master estava vendendo carteiras inexistentes”, rebate o economista Pedro Faria. “É a utilização de um banco público como instrumento de resgate privado, sob verniz técnico e com conivência institucional.”
Nesta quinta-feira (29), o ministro Dias Toffoli, relator do processo do Banco Master, retirou o sigilo da acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB, que expôs contradições entre as versões. Em comum, ambos mencionam que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) sabia das negociações entre os bancos.
Ibaneis como fiador da relação com o Master e o ‘fantasma’ da privatização
Ao longo de todo o processo de aproximação entre o BRB e o Banco Master, Ibaneis Rocha não apenas esteve informado sobre as negociações, como atuou ativamente como avalista político da operação.
Em diversas declarações públicas, o governador tratou as operações como seguras e estratégicas para o fortalecimento do BRB, classificando as críticas como “movimentações políticas para desestabilizar o banco”.
Em entrevista concedida em março de 2025, Ibaneis chegou a afirmar que “os ativos do Banco Master são sólidos” e que “o BRB está fazendo uma aquisição estratégica, dentro da legalidade e com total apoio do GDF [Governo do Distrito Federal]”. Mesmo após a Polícia Federal deflagrar a operação Compliance Zero, ele insistiu que “nenhuma ilegalidade foi cometida” e que “a oposição tenta criar um escândalo político onde não há”.

Segundo depoimentos colhidos pela PF, como o do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, o governador teria sido informado diretamente sobre os riscos da operação, mas seguiu apoiando publicamente as aquisições. “O governador sabia das negociações e confiava na condução”, disse o executivo à PF. Já Daniel Vorcaro, controlador do Master, também mencionou em sua oitiva que Ibaneis “conversava frequentemente com a presidência do BRB” sobre as transações.
Além disso, quando o escândalo se agravou e o prejuízo começou a se concretizar, Ibaneis reagiu substituindo o então presidente do BRB, mas evitou reconhecer qualquer erro político ou de gestão. A indicação de Edison Garcia para o conselho de administração do banco em janeiro de 2026 – personagem que teve atuação direta na privatização da antiga CEB e hoje ocupa cargos em conselhos da Neoenergia – foi interpretada por sindicatos e especialistas como um aceno a uma possível privatização do BRB no futuro.
“A nomeação de Edison Garcia num momento como esse é um sinal preocupante. Ele foi peça central no processo de desmonte da CEB, e hoje está em conselhos da empresa privada que a arrematou. A história pode estar se repetindo”, alertou Ivan Amarante, secretário de Organização do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Desde os anos 1990, o BRB volta ciclicamente ao centro de debates sobre privatização, sempre em contextos de crise fiscal ou expansão acelerada. No fim daquela década e entre 2015 e 2017, projetos do GDF voltados à venda de estatais provocaram forte reação sindical.
A partir de 2017, a transferência de ações ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) foi vista como uma privatização por etapas. Em 2021, o banco ensaiou tornar-se de capital aberto com papéis negociados na Bolsa de Valores e, em 2024, anunciou aumento de capital privado.
Agora, a crise com o Master reacende a tese de que a privatização seria uma saída, num ciclo histórico em que o mercado reaparece como resposta a desequilíbrios ou necessidades de capital.
A atuação de Ibaneis na condução da crise já rendeu repercussões jurídicas. Há um pedido de investigação protocolado no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionando sua responsabilidade direta na manutenção e ampliação da exposição do BRB aos ativos do Master, mesmo após alertas internos e denúncias públicas. PT, PV, Rede, PCdoB e PDT também protocolam pedido de afastamento do governador Ibaneis Rocha no STJ.
Na semana passada, partidos da oposição protocolaram na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), um pedido de impeachment do governador.
“Esse caso mostra como a instrumentalização política de bancos públicos fragiliza sua função social e os expõe a riscos colossais”, afirma Amarante. “É preciso reverter essa lógica de aparelhamento e reforçar os mecanismos de controle. Quem usa o banco público para beneficiar aliados tem que ser responsabilizado”, completa.

Alertas ignorados: sindicatos, conselheiros e oposição advertiram sobre riscos
Em novembro de 2023, o Sindicato dos Bancários de Brasília enviou seu primeiro alerta público, por meio de nota, chamando atenção para as movimentações atípicas do BRB em fundos e CDBs (Certificado de Depósito Bancário).
Em fevereiro de 2024, já após a primeira negociação direta com o Master, o sindicato intensificou as críticas e publicou uma análise técnica questionando a governança do banco e a falta de transparência nas operações. Ao longo de 2024, foram enviadas representações ao Banco Central e ao Ministério Público, e o sindicato passou a organizar coletivas de imprensa, audiências públicas e mobilizações na Câmara Legislativa do DF.
Em março de 2025, diante do anúncio oficial da tentativa de compra do Master pelo BRB, a entidade protocolou um pedido de bloqueio da operação junto ao Tribunal de Contas do DF. Em maio, lançou a campanha pública “O BRB é do povo”, com o objetivo de barrar o avanço da aquisição e cobrar responsabilizações.
“Emitimos alertas durante mais de dois anos”, lembra Ivan Amarante, secretário de Organização do Ramo Financeiro do sindicato. “A direção do banco e o governo agiram com desprezo pelas advertências, como se estivéssemos atrapalhando uma grande oportunidade.”
A resistência também partiu de dentro da instituição. Documentos internos do BRB, apreendidos pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, revelam anotações de reuniões em que integrantes da diretoria demonstravam preocupação com o volume e a qualidade dos ativos comprados.
Na Câmara Legislativa, parlamentares da oposição também cobraram o GDF. Requerimentos de informação e denúncias ao Ministério Público foram apresentados ainda em 2024, sem que houvesse resposta efetiva por parte do Executivo local. “O governador transformou o banco num instrumento de favorecimento privado”, afirmou um deputado ouvido pela reportagem sob condição de anonimato.
A despeito das advertências, o discurso oficial seguiu defendendo a estratégia. A direção do BRB e o próprio governador Ibaneis Rocha continuaram reiterando que a atuação com o Master fazia parte de um “reposicionamento estratégico” e que os ativos comprados possuíam garantias suficientes.

A blindagem da operação e as justificativas do ex-presidente do BRB
Em depoimento à Polícia Federal obtido pelo Brasil de Fato, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, buscou se distanciar da ideia de que as aquisições de carteiras do Banco Master tinham como objetivo resgatar um banco em colapso. “Isso não é uma afirmação de salvamento”, declarou, ao ser confrontado com uma anotação feita pela diretora Luana em caderno apreendido pela PF.
No registro, datado de setembro de 2025, consta que ele teria dito, em reunião interna, que era necessário seguir comprando carteiras do Master, afirmando que “se não houver, o Master vai quebrar”.
Segundo Paulo Henrique, o momento da declaração era “o meio do processo de substituição de carteiras” e a estratégia do banco era ganhar tempo para “aumentar a rentabilidade” e “permitir as substituições”. Ele se referiu à troca de ativos “ruins” por ativos “bons”, após o BRB constatar os primeiros problemas com as carteiras adquiridas do Master.
Ainda assim, ele reconheceu que, ao longo do processo, Daniel Vorcaro falava sobre a situação delicada da liquidez do banco. “Ele falou, sim, ao longo do processo, que estava preocupado”, disse.
Na tentativa de justificar a escolha pelas carteiras do Master, Paulo Henrique insistiu que as operações estavam alinhadas com os objetivos estratégicos do banco. “Havia ali uma janela de oportunidade para um bom negócio”, afirmou, mesmo diante de alertas internos e externos de que se tratavam de ativos de risco elevado.
A versão do ex-presidente é frontalmente rebatida por Ivan Amarante de Albuquerque, secretário de organização do Sindicato dos Bancários de Brasília: “Não havia racionalidade técnica para a compra. O BRB foi orientado a correr riscos elevados, contrariando as áreas internas de controle do próprio banco”.
A aproximação entre Daniel Vorcaro e o GDF, segundo o próprio banqueiro, envolveu encontros presenciais com o então presidente do banco e com o próprio governador. Em outro trecho, reconhece que “havia interesse do BRB em adquirir a totalidade do Master”, mas que a operação acabou não sendo concluída.
As versões, embora coincidam em alguns pontos, divergem quanto à origem e natureza da proposta de compra de 58% do Banco Master. Paulo Henrique alegou que a estrutura estava sendo construída conjuntamente, com o BRB interessado em “ter uma participação muito relevante na governança” sem se tornar majoritário. Já Vorcaro afirmou que o BRB se apresentou como interessado principal, e que, por parte do Master, a venda integral não era prioridade.
Silêncio regulatório, BC sob pressão e a urgência de regulação do capital financeiro
Fundado por Daniel Vorcaro e sediado formalmente em São Paulo, o banco era propriedade de uma holding instalada nas Ilhas Cayman, um conhecido paraíso fiscal. O modelo de negócios, baseado na emissão de CDBs e na revenda de carteiras de crédito de alto risco, foi sustentado por uma arquitetura financeira opaca, altamente especulativa e voltada à maximização de liquidez a qualquer custo.
Segundo investigações da Polícia Federal, o Master comercializou carteiras fraudulentas, algumas sem lastro algum, a partir de operações estruturadas por sócios do banco com associações de fachada de aposentados e instituições fantasmas. Os papéis eram repassados ao BRB como se fossem ativos legítimos. “Não eram nem carteiras ruins, eram carteiras fraudulentas”, resume o economista Pedro Faria. “Era uma engenharia financeira baseada em fraudes, feita para lavar ativos, driblar regulações e comprar tempo.”
Faria aponta que o Master representa o que ele chama de um “novo bloco do capital financeiro”, distinto dos grandes bancos tradicionais. “O Master é símbolo de um capital predatório, que opera na margem da legalidade, associado ao bolsonarismo enquanto projeto de poder”, afirma. “É capital que precisa de acesso político para se valorizar, e que tem crescido à sombra de uma regulação enfraquecida.”
O escândalo não parou no BRB. A repercussão da liquidação do Banco Master e do Will Bank colocou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sob pressão inédita, levando a discussões públicas sobre mudanças no modelo atual de proteção. Um projeto do senador Ciro Nogueira (PP-PI) chegou a propor a ampliação da cobertura do FGC até R$ 1 milhão por investidor, o que, na prática, socializaria os prejuízos de quem aplica em bancos de risco elevado. “Essa é a lógica do capital financeiro brasileiro: privatizam-se os lucros, socializam-se os rombos”, ironiza Faria.
Desde o início de 2024, o Banco Central já monitorava de perto a situação do Banco Master. Ao menos desde março daquele ano, como revelou o próprio diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, o órgão vinha fazendo questionamentos ao BRB sobre sua relação com a instituição. Ainda assim, a liquidação extrajudicial do Master só foi decretada em novembro de 2025, quase dois anos depois.
“O capital financeiro no Brasil nunca deixou de ser a fração hegemônica do poder econômico e político. O que vimos com o Master é que o BC preferiu não agir até o limite. E quando agiu, o rombo já estava feito, e o prejuízo ficou com o banco público e, por extensão, com o estado”, analisa Faria.
“A gente vê uma seletividade muito clara: a Lava Jato levou à imposição de mecanismos de controle rigorosos sobre estatais como a Petrobras e a Caixa, mas bancos privados aliados a setores da direita parecem operar à margem dessas exigências”, critica Faria. “Não é à toa que esse setor mais jovem e predatório do capital financeiro cresceu tanto nos últimos anos — com beneplácito de quem deveria regulá-lo.”-
O caso Master, diz ele, mostra que não basta escrever regras para conter abusos. “O Estado precisa ter poder para regular, e o maior poder de disciplinar o setor financeiro é fazer concorrência por meio dos bancos públicos. O que temos visto é o contrário: sucateamento, captura e omissão regulatória.”
O escândalo também reacendeu o debate sobre a regulação de um setor cada vez mais pulverizado e opaco: fundos de investimento e fintechs. “Hoje, qualquer pessoa acessa produtos financeiros sofisticados via aplicativos bancários. Muitos desses fundos operam sem regulação real e estão diretamente envolvidos em fraudes”, assevera.
“A CVM [Comissão de Valores Mobiliários] se mostrou incapaz de conter a explosão dos FIDCs [Fundos de Investimento em Direitos Creditórios]. É preciso ampliar o alcance regulatório do Banco Central sobre essas estruturas e sobre as instituições de pagamento”, conclui Faria.
Com informações do Brasil de Fato
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