Se obtiver a licença completa, Nubank poderá oferecer serviços como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos
O Nubank informou, nessa quinta-feira (29/1), que recebeu uma primeira aprovação do Escritório do Controlador da Moeda (OCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para operar como banco naquele país.
Em linhas gerais, o órgão deu o primeiro “sinal verde” para que a fintech brasileira atuar como um banco nacional no país. O Nubank ainda precisará da autorização do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e do Federal Deposit Insurance Corporation (Fdic) – semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no Brasil – para obter a licença bancária integral nos EUA.
Caso consiga a licença completa, o Nubank Com poderá oferecer serviços como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais.
O que diz o Nubank
Por meio de nota, o fundador e presidente do Nubank, David Vélez, afirmou que a primeira aprovação junto às autoridades norte-americanas representa um avanço importante na estratégia internacional da empresa.
“Essa aprovação não é apenas uma expansão de nossas operações; é uma oportunidade de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”, disse Vélez.
‘Embora continuemos totalmente focados em nossos principais mercados no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração de serviços bancários nos EUA”, completou.
Campos Neto presidirá conselho
A organização do Nubank nos EUA será comandada pela cofundadora da fintech Cristina Junqueira.
O chefe do Conselho de Administração será o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto, que atualmente ocupa as funções de vice-chairman e chefe Global de Políticas Públicas do Nubank.
Licença bancária no Brasil
Em dezembro do ano passado, o Nubank informou que pretende obter uma licença bancária no Brasil. O anúncio foi feito depois de o BC determinar que instituições de pagamento e fintechs não utilizem, em seus nomes, expressões como “banco” ou “bank” se não tiverem autorização formal para operar como banco.
De acordo com o entendimento do BC, as instituições serão impedidas de utilizar, em seus nomes, termos alheios à sua atividade original. Um dos objetivos da autoridade monetária é coibir o uso indiscriminado do termo “banco” por parte de empresas que não possuem essa autorização específica.
O caso do Nubank é considerado o mais emblemático por causa do peso da instituição, reconhecida por muitas pessoas como um banco. Com a mudança, é possível que as fintechs, que geralmente operam sob a licença de instituição de pagamento (e não de banco), sejam impedidas de utilizar o termo em seus nomes. O “bank” do “Nubank”, então, teria de ser excluído.
Com informações do Metrópoles
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