Protocolo formaliza a reintegração da Polícia Rodoviária Federal às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e foca no alinhamento de inteligência entre as corporações
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram, nesta quinta-feira (29/1), na sede da PRF em Brasília, um protocolo de integração que oficializa o retorno da polícia rodoviária às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO). O acordo busca estabelecer diretrizes para uma atuação coordenada e segura, garantindo que os órgãos operem em conformidade com suas atribuições constitucionais no enfrentamento ao crime organizado.
O documento estabelece um alinhamento institucional estratégico, priorizando o fortalecimento das ações integradas de inteligência. Com a reintegração, as instituições esperam otimizar a repressão a crimes de alta complexidade.
As funções da PRF dentro das FICCOs serão focadas na integração de inteligência e no apoio operacional ostensivo, sem que a instituição assuma funções de polícia judiciária. A corporação atuará ativamente no compartilhamento de dados, sistemas e informações no âmbito do sistema de inteligência.
Além disso, a instituição irá disponibilizar sua infraestrutura para potencializar a capacidade de resposta das forças integradas, incluindo o uso de sistemas de câmeras, sistemas de alertas, helicópteros, aeronaves e viaturas. A polícia rodoviária utilizará também sua presença nas rodovias federais e corredores logísticos para executar ações que exijam ostensividade.
Os agentes rodoviários participarão de fases ostensivas de operações judiciárias — o que inclui a execução de mandados de busca, apreensão e prisão — desde que dentro de suas competências legais.
O evento contou com a presença dos diretores-gerais de ambas as instituições: Andrei Rodrigues, da Polícia Federal, e Antônio Fernando Souza, da Polícia Rodoviária Federal. Souza reforçou o objetivo de integração e cooperação entre as polícias.
“Nós entendemos que essa estrutura só está completa e funcionando bem quando elas estão integradas, e é buscando essa maior integração. Esse é só mais um passo que a gente está fazendo nesse sentido, em que a gente trabalhou, sim, desde o início de 2023; a gente está trabalhando de forma cooperada sempre”, exaltou.
Já Rodrigues reforçou que a integração produz resultados palpáveis e que é indispensável enfrentar o crime organizado de forma isolada. Ele apresentou dados sobre a eficácia das FICCOs, mencionando uma redução de 75% dos homicídios em Parnaíba, no Piauí, após a instalação da força local.
“Não é só discurso, é fato. O crime organizado tomou dimensões que nós temos que fazer uma força antagônica para enfrentar. E é absolutamente impensável que alguma agência imagine que vai poder fazer esse enfrentamento de maneira isolada”, explicou.
Com informações do Correio Braziliense
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