‘O presidente pediu ao seu entorno para desfazer a narrativa da direita, que tenta transformar a operação mais letal da história do Rio em uma ação de sucesso
O presidente Lula e seu entorno têm um diagnóstico de que o confronto policial que matou mais de 120 pessoas no Rio de Janeiro foi realizado por motivação eleitoreira. Para interlocutores ouvidos, o modus operandi deixou claro que a gestão do governador Cláudio Castro (PL-RJ) planejou a operação para capitalizar apoio nas eleições e desgastar o governo federal, numa bandeira sensível para a esquerda. A avaliação é de que ao perceber a melhora na gestão do presidente e sua curva ascendente em todas as pesquisas recentes, Castro usou a segurança pública, tema que mais preocupa a população, para angariar apoio. E teria conseguido. Levantamento da Timelens apontou que 62% da população estaria de acordo com a operação segundo menções feitas nas redes sociais.
Castro, inicialmente, tentou alegar omissão do governo federal na operação, mas foi rebatido e recuou, em seguida, já que o estado do Rio de Janeiro não pediu apoio das autoridades em Brasília. Agora, Lula quer evitar que a fragilidade da segurança pública nos estados, em especial no Rio, seja atribuída à sua gestão. E determinou que seu entorno desfaça a narrativa da direita e de Castro, que tentam transformar a operação mais letal da história do Rio em uma ação de sucesso.
Para isso, o governo tem o desafio em manter a defesa dos direitos humanos, algo caro para a esquerda, num cenário em que criminosos também foram assassinados. O obstáculo é defender a punição ao crime organizado e, ao mesmo tempo, se contrapor a chacinas que matam inocentes. A direita usa essa postura para tentar dizer que Lula defende bandidos, ao invés da população. Para se contrapor a essa narrativa, o governo publicou um vídeo nas redes sociais, ainda na noite de ontem, com a mensagem de que matar, mesmo que sejam bandidos, não soluciona o problema do crime organizado. E que a saída é atingir a cabeça das facções, através de operações que estrangulem o financiamento desses criminosos, como na operação realizada em agosto que descobriu um esquema bilionário do tráfico de drogas utilizando fintechs. A peça publicitária defende que para combater o crime é necessário mais inteligência e menos sangue e aproveita para defender a PEC da Segurança, como instrumento para melhorar a atuação das polícias e solucionar o mais grave problema da sociedade.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
*Com informações do Brasil 247
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