Correios apresentaram, nessa negunda-feira (29/12), plano de reestruturação que prevê demissão voluntária e fechamento de mil unidades
Os Correios divulgaram, nesta segunda-feira (29/12), o plano de reestruturação da estatal, que terá três etapas. O planejamento, que terá três fases que devem ser cumpridas entre 2026 e 2027, foi apresentado pelo presidente da companhia, Emmanoel Rondon, em Brasília.
Estão previstas ações como um novo plano de demissão voluntária, que deve atingir 15 mil funcionários, o fechamento de mil unidades e parcerias com a iniciativa privada.
Segundo o presidente da estatal, os Correios têm um déficit estrutural na ordem de R$ 4 bilhões, sendo que 90% das despesas são fixas. Dentro deste número, 62% são custos trabalhistas, com os funcionários.
De acordo com Rondon, o primeiro ponto do plano de retomada são “ações que vão permear todas as fases do plano de recuperação”. A ideia é “preparar a companhia para um novo rito, dentro de um novo modelo de negócio, uma modernização da sistemática de negócio e parceria dela, para que a gente tenha sustentabilidade a médio e longo prazo”.
A companhia busca economizar até R$ 4,2 bilhões por ano com o plano de reestruturação.
Primeira fase
A primeira etapa do plano prevê que a estatal deve recuperar a liquidez do saldo da empresa, a partir do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado na última sexta-feira (26/12) com cinco instituições financeiras: Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Segundo o presidente dos Correios, o Bradesco, a Caixa e o Banco do Brasil vão aportar R$ 3 bilhões cada. Já o Santander e o Itáu vão depositar R$ 1,5 bilhão cada. Do montante, R$ 1o bilhões estarão no caixa da companhia até a próxima quarta-feira (31/12). O restante deve ser depositado em janeiro.
Os recursos serão utilizados para a quitação de compromissos em atraso, como salários, precatórios e dívidas acumuladas pela estatal. De acordo com o extrato da operação, o contrato tem prazo de 15 anos, com vencimento em 2040.
Os Correios já criaram uma governança própria para o plano de reestruturação, e a partir de janeiro de 2026 deve estabelecer metas de produtividade que vão abranger todos os empregados da companhia, além de ritos de reconhecimento. Esta fase deve se alongar até março.
Estatal no vermelho
- Desde que assumiu a presidência dos Correios, no fim de setembro, Emmanoel Rondon vinha negociando a liberação do crédito como parte do esforço para sanar pendências financeiras e viabilizar a reorganização da empresa.
- Entre janeiro e setembro deste ano, a estatal acumulou prejuízo de R$ 6,1 bilhões.
- Dados do balanço financeiro divulgados em novembro indicam que o rombo nas contas se aprofundou ao longo de 2025, agravando situação fiscal já delicada e marcada por perdas ao menos desde 2023.
- O prejuízo bilionário dos nove primeiros meses de 2025 é quase três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
- Somente no terceiro trimestre deste ano, o prejuízo dos Correios foi de R$ 1,7 bilhão. A receita total da estatal recuou para R$ 12,35 bilhões, com baixa de 12,7% em relação ao mesmo período de 2024.





Segunda fase
A etapa seguinte, que acontecerá entre 2026 e 2027, visa reorganização e modernização da companhia. Entre as medidas anunciadas, estão:
- Programa de demissão voluntária que pode atingir até 15 mil empregados, sendo 10 mil desligamentos em 2026 e outros 5 mil em 2027;
- Fechamento de cerca de mil unidades dos Correios em todo o país — atualmente, existem cerca de 5 mil unidades;
- Revisão dos cargos de média e alta remuneração em unidades táticas e estratégicas;
- Revisão dos planos de saúde e previdência — nessa área, os Correios prevêem uma economia de R$ 700 milhões a partir de 2027;
- Ampliação de parcerias com o setor privado em logística;
- Venda de imóveios ociosos.
Com as mudanças, a estatal busca o impacto de ganho anual de R$ 7,4 bilhões. Só com o programa de demissão voluntária, a economia será de R$ 2,1 bilhões.
Terceira fase
A última etapa, focada em modernização, deve se estender ao longo de 2027. A estatal vai buscar consolidar um novo modelo de negócios focado em “inovação, parcerias e novas fontes de receita”.
O plano prevê a contratação de uma consultoria externa para avaliar novas possibilidades de rearranjo societário, “adequando os Correios ao ambiente concorrencial do setor de logística, que exige flexibilidade e tecnologia”, de acordo com a companhia.
Alterações no modelo de negócio podem transformar a companhia estatal em uma empresa de capital misto, por exemplo.
“A gente já vinha anunciando uma série de parcerias, elas estão sendo aceleradas. São 11 no total, algumas já estão maduras, a gente já provou a continuidade, outras ainda estão em revisão. Mas a expectativa é que a gente implemente essas parcerias, as mais relevantes, em 2026 para gerar impacto de R$ 1,7 bilhão em 2027”, detalhou Rondon.
Com informações do Metrópoles
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