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Inelegível e temendo prisão, Bolsonaro diz que só retornará à política com “ajuda de outro país lá do norte”

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Ex-mandatário disse precisar da “ajuda de terceiros” em referência ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento do PL em Fortaleza

247 – Durante participação no 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado nesta sexta-feira (30) em Fortaleza, Jair Bolsonaro (PL) afirmou que sua volta ao cenário político brasileiro dependerá do apoio externo, com ênfase indireta aos Estados Unidos. A declaração foi feita no contexto de sua inelegibilidade até 2030, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do processo que responde como réu por tentativa de golpe. As informações são do jornal O Tempo.

“Com a ajuda de Deus e também com a ajuda de outro país lá do norte… Enganam-se aqueles que pensam que só nós temos condições de reverter esse sistema. Não temos. Precisamos da ajuda de terceiros”, afirmou Bolsonaro, sugerindo que o Brasil, segundo ele, não conseguiria superar as barreiras institucionais sem auxílio internacional.

O discurso, proferido durante o evento que reuniu a cúpula do Partido Liberal, reforça a retórica adotada por Bolsonaro desde que deixou a Presidência: a de que é vítima de perseguição política e jurídica. A fala também ocorre em meio à intensificação de ruídos diplomáticos entre o governo brasileiro e autoridades norte-americanas, especialmente em razão das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A menção velada aos EUA coincide com declarações recentes do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que ventilou a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky — legislação dos EUA voltada a punir estrangeiros acusados de violar direitos humanos. Moraes é o relator de investigações que envolvem Bolsonaro, incluindo a que apura uma articulação golpista após as eleições de 2022.

Em outro momento do evento, o ex-presidente fez questão de citar sua proximidade com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos em exercício. “Muitas coisas fizemos juntos e outras ficaram para o futuro”, declarou Bolsonaro, sinalizando um possível alinhamento futuro com a gestão republicana.

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