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Tarcísio promete indulto, mas Bolsonaro quer anistia já

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‘O impasse expõe a fragilidade da direita bolsonarista: enquanto Tarcísio aposta em promessa de poder, Bolsonaro luta pela sobrevivência’, escreve Esmael Morais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu que, se eleito presidente em 2026, seu primeiro ato será conceder indulto a Jair Bolsonaro (PL). O problema é que Bolsonaro não confia no fiado: prefere a anistia já, antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa na terça-feira (2) e pode condená-lo por crimes contra a democracia.

Tarcísio reafirmou a promessa em entrevista ao Diário do Grande ABC, chamando de “desarrazoada” a prisão domiciliar do ex-presidente. O governador já havia sinalizado a empresários e ao agronegócio que faria do indulto um gesto de “pacificação nacional”. Em julho, chegou a dizer que qualquer presidenciável de centro-direita faria o mesmo.

Bolsonaro, no entanto, cobra antecipação. O ex-mandatário não esquece que, em 2022, ao decretar o indulto para o ex-deputado Daniel Silveira (PL-RJ), viu a medida ser derrubada pelo STF, que mantém o aliado preso até hoje. Para ele, promessa de Tarcísio vale pouco sem garantias práticas.

Nos bastidores, a disputa pela herança política de Bolsonaro provoca fissuras. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acusou Tarcísio, em mensagens reveladas pela Polícia Federal, de nunca ter ajudado o pai no STF. “Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”, disparou Eduardo em julho.

Apesar de negar publicamente que seja candidato, Tarcísio articula em Brasília, aproximando-se de lideranças do centrão e defendendo anistia ampla aos acusados de golpismo. A movimentação acontece enquanto Bolsonaro negocia seu apoio para 2026. O Blog do Esmael revelou em fevereiro de 2024, em entrevista exclusiva, que o ex-presidente via em Tarcísio o nome preferencial para a sucessão.

Agora, Bolsonaro exige o “pagamento antecipado”: quer a anistia já em troca de apoio explícito. O dilema é que o “seguro morreu de velho” e o ex-presidente sabe que um eventual indulto em 2027 pode não passar pelo crivo do Supremo, repetindo o fiasco Daniel Silveira.

O impasse expõe a fragilidade da direita bolsonarista: enquanto Tarcísio aposta em promessa de poder futuro, Bolsonaro luta pela sobrevivência imediata. No fundo, ambos sabem que a fatura política será cobrada nas urnas.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

*Com informações do Brasil 247

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