Início Distrito Federal Ceilândia Por que Fachin não entrou na roubada de desafiar a ONU
CeilândiaGeralJUSTIÇALava a jatoMUNDOPERSEGUIÇÃO

Por que Fachin não entrou na roubada de desafiar a ONU

Compartilhar
Compartilhar

A grande notícia política da semana passada foi a adesão do ministro do Supremo e do TSE  Edson Fachin ao bom direito. Antes de explicar a conduta surpreendente dele, vale analisar seu histórico.

Fachin vem sendo um carrasco para Lula e para os petistas. Em dupla com a ministra Cármen Lúcia, ainda presidente do Supremo, ele impediu a discussão da prisão em segunda instância e, mais recentemente, impediu que a segunda turma do STF desse um habeas corpus para Lula ao tirar o julgamento daquele habeas corpus daquela turma, considerada simpática à tese do ex-presidente.

O que houve, então, para Fachin votar a favor da candidatura Lula em reconhecimento honroso e corajoso à preponderância de tratados internacionais sobre leis ordinárias como a da ficha limpa?

Fachin vem de chicana jurídica em chicana jurídica subvertendo os direitos constitucionais de Lula e de petistas diversos. Por que não embarcar no discurso meliante de Luis Roberto Barroso de que a ONU não fez determinação alguma de que Lula possa ser candidato e, sim, mera “recomendação” que o Brasil não tem que acatar?

Barroso se tornou mero despachante da Globo no Supremo – e, agora, no TSE. Há muito deixou de ter preocupações mundanas como a de Fachin, com a própria biografia.

Edson Fachin, porém, revela que não está disposto a se tornar parte de um regime de força que ficará inscrito nos livros de história como autor das maiores atrocidades jurídicas da história recente. Sobretudo porque a ONU irá retaliar o Brasil por violar o tratado sobre Direitos Civis e Políticos.

A condenação do Brasil pela ONU já começa a se tornar favas contadas. E não será por vingança. A maior prova de que um regime age criminosamente contra os nacionais do país em que vige está na violação de tratados internacionais – coisa de ditaduras grosseiras.

Ao violar o tratado de direitos humanos com a ONU, o Brasil estará assinando uma confissão ao mundo de que, sim, está perseguindo Lula e de que faz qualquer coisa para mantê-lo ilegalmente fora do alcance do voto popular. E Fachin mandou um recado aos seus pares:

— Querem essa imagem para vocês? Bom proveito. Eu estou fora

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Guerra contra o Irã entra no 15º dia com intensificação de ataques e tensão no Golfo

Bombardeios dos EUA e Israel ampliam conflito regional, elevam preços do petróleo...

Lula e Trump: presidente reforça discurso da soberania, mas quer manter ponte de diálogo

Ao barrar a entrada de assessor americano, governo reage a sinais de...

Ao menos duas mil pessoas já morreram no conflito do Oriente Médio

Balanço foi divulgado pela agência de notícias Reuters. Doze países já tiveram...

Trump diz que Irã está “totalmente derrotado” e quer um acordo

Presidente norte-americano afirmou que Irã quer um acordo, mas não do jeito...