Entre os temas das discussões, estão as florestas e oceanos, a transição energética e os dez anos do Acordo de Paris
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma agenda cheia a partir da próxima quarta-feira (5), quando chegam a Belém (PA), delegações de 143 países, entre os quais, 57 chefes de Estado e governo, que vão participar da Cúpula de Líderes da COP30 – Conferência das Nações Unidas para o Clima – entre quinta (6) e sexta-feira (7). A reunião precede a conferência, propriamente dita, que inicia no dia 10 e vai até o dia 21 de novembro, na capital paraense.
Segundo o Itamaraty, o presidente terá diversas reuniões bilaterais durante a reunião durante a cúpula e fará a fala de abertura da sessão principal, no primeiro dia, seguido de discursos dos representantes internacionais.
Ainda na quinta, o presidente vai oferecer um almoço para as delegações internacionais para promoção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma das principais iniciativas da presidência brasileira à frente COP30 de financiamento para a preservação e manutenção das florestas úmidas e sua biodiversidade.
As discussões dos dois dias de cúpula estão organizadas em três sessões temáticas: uma primeira para debater a questão das florestas e oceanos; uma segunda sobre a transição energética; e a terceira sobre os dez anos do Acordo de Paris e o balanço de sua implementação.
Cúpula da Celac
Logo após a Cúpula do Clima, iniciará em Santa Marta (Colômbia) a 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e, segundo fontes da diplomacia brasileira, há uma possibilidade, ainda que remota, de que o presidente Lula viaje à cidade colombiana para participar da reunião. Caso a agenda de reuniões bilaterais não permita, o próprio ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve representar o Brasil no encontro.
A Cúpula da Celac ganhou importância neste ano diante das operações realizadas pelo governo dos Estados Unidos no Caribe próximo ao território venezuelano, e as permanentes ameaças do presidente estadunidense, Donald Trump, de agressão militar à Venezuela.
O tema foi debatido na reunião entre Trump e Lula, ocorrida na Malásia, no dia 26 de outubro. Segundo testemunhas, os representantes do governo estadunidense se surpreenderam quando o tema foi abordado pela delegação brasileira, no entanto, teria reafirmado sua posição em relação à Venezuela e “visto com simpatia” a proposta de interlocução do presidente Lula.
Depois do encontro com o presidente estadunidense, em coletiva de imprensa, Lula disse que não aprofundou o tema com Trump, mas que defendeu soluções negociadas para o conflito. “Eu é que toquei no assunto, porque no material que eu entreguei para o presidente Trump, estava colocada a questão da Venezuela, porque eu conheço a situação daquele país, eu sei o que está acontecendo lá e eu acho que é importante isso ser resolvido numa mesa de negociação”, declarou o presidente.
Embora o Itamaraty não tenha emitido nota oficial sobre a situação, o chefe do Executivo tem dado declarações públicas críticas às ameaças estadunidenses. Antes de sua viagem à Ásia, Lula afirmou que trabalharia com prioridade para “manter a região como zona de paz” e que “intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”.
“O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem de dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, disse sem nomear Trump.

Mercosul
Ainda para este ano, está prevista a realização da Cúpula do Mercosul, no dia 20 de dezembro, e o Brasil ocupa a presidência rotativa do bloco. Há uma forte expectativa da diplomacia brasileira para que neste encontro possa ser finalmente assinado o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
O presidente Lula tem afirmado que deseja entregar a presidência rotativa do Mercosul com o acordo de livre comércio firmado, depois de mais de duas décadas de negociações.
Movimentos sociais e pequenos agricultores dos dois blocos são críticos aos termos da proposta e expressam preocupação com os impactos ambientais da expansão da agropecuária, além de denunciarem a violação de direitos trabalhistas e a concorrência agrícola desleal.
Após ser assinado, o acordo ainda precisará ser referendado pelos parlamentos dos países de ambos os blocos para entrar em vigor.
*Conteúdo originalmente publicado no Brasil de Faro
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