Anúncios foram feitos nesta quinta-feira pelo presidente Xi Jinping, na reunião do Fórum de Cooperação China-África em Pequim. Entenda

O presidente chinês, Xi Jinping, anunciou, nesta quinta-feira (5), um ambicioso plano de três anos para promover o desenvolvimento no continente africano, envolvendo investimentos que totalizarão 360 bilhões de yuans RMB (um pouco mais de US$ 50 bi, na cotação atual).
O anúncio foi feito durante a reunião do FOCAC, o Fórum de Cooperação China-África, realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, na qual o Brasil247 esteve presente. No evento, também compareceram dezenas de líderes e representantes de países africanos, além do secretário-geral da ONU, António Guterrez. O plano chinês envolve dez ações, a saber:
- Aprendizado Mútuo entre Civilizações: Criar uma plataforma para intercâmbio de experiências de governança, com a criação de centros de estudos e formação de lideranças políticas.
- Prosperidade Comercial: Abrir o mercado chinês para produtos africanos com isenção tarifária para 33 países do continente, promovendo o comércio eletrônico e assinando acordos de parceria econômica.
- Cooperação em Cadeias Industriais: Fomentar clusters de crescimento industrial, promover zonas econômicas e lançar um programa de empoderamento para pequenas e médias empresas (PMEs) africanas.
- Conectividade Infraestrutural: Realizar 30 projetos de infraestrutura na África e promover a interconexão logística e financeira, ajudando no desenvolvimento transregional.
- Cooperação para o Desenvolvimento: Implementar projetos de bem-estar, apoiar a organização dos Jogos Olímpicos da Juventude 2026 e da Copa Africana de Nações 2027.
- Parceria para a Saúde: Estabelecer uma aliança de hospitais, enviar trabalhadores de saúde chineses, apoiar a produção farmacêutica na África e ajudar na resposta a epidemias.
- Agricultura e Bem-estar: Oferecer assistência alimentar de emergência, implementar programas de inovação agrícola e criar empregos, capacitando a África para reter valor agregado.
- Intercâmbios Culturais: Fortalecer a cooperação em educação vocacional, criar uma academia de tecnologia e promover intercâmbios culturais e de mídia.
- Desenvolvimento Verde: Lançar projetos de energia limpa, colaborar em prevenção de desastres e conservação da biodiversidade, e cooperar em exploração espacial.
- Segurança Comum: Prover assistência militar, treinar militares africanos, realizar exercícios conjuntos e cooperar em ações de desminagem para garantir segurança em projetos conjuntos.
MODERNIZAÇÃO DO SUL GLOBAL – Em seu discurso, o presidente Xi enfatizou os paralelos históricos entre a África e a China, lembrando que a verdadeira independência política de ambos apenas ocorreu após a 2ª Guerra Mundial. “A modernização é um direito inalienável de todos os países. O processo ocidental de modernização infligiu enormes sofrimentos aos países em desenvolvimento. Após a 2ª Guerra Mundial, o Terceiro Mundo, representado por China e países da África, alcançou sucessivamente a independência e o desenvolvimento, e tem reparado as injustiças históricas do processo de modernização.”
“China e África, em sua busca comum pelo sonho da modernização, certamente desencadearão uma onda de modernização no Sul Global e escreverão um novo e brilhante capítulo em nosso esforço por uma comunidade global com um futuro compartilhado para a humanidade”, acrescentou o líder chinês.
Dos 360 bilhões de yuans RMB a serem investidos até 2027 no continente africano, 210 serão em linhas de crédito, 80 em assistência de diversos tipos, e pelo menos 70 bilhões de yuans RMB em investimentos de empresas chinesas na África.
A iniciativa chinesa foi intensamente aplaudida pelos líderes africanos que compareceram ao evento, e também elogiada pelo secretário-geral da ONU, António Guterrez. “A cooperação Sul-Sul é essencial para fortalecer capacidades e impulsionar o progresso em metas de desenvolvimento compartilhadas — sem, de forma alguma, reduzir as responsabilidades do Norte Global. E a parceria da China com o continente africano é o principal pilar da cooperação Sul-Sul.”
“O notável histórico de desenvolvimento da China — incluindo a erradicação da pobreza — oferece uma rica experiência e expertise. A parceria China-África pode impulsionar a revolução da energia renovável e pode ser um catalisador para transições fundamentais nos sistemas alimentares e na conectividade digital”, complementou Guterrez.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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