A Polícia Federal prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), um delegado da própria corporação e um ex-secretário de estado do Rio de Janeiro suspeitos de integrar um esquema de venda de influência e negociação de vantagens indevidas para beneficiar um traficante internacional de drogas. As detenções ocorreram durante a Operação Anomalia, deflagrada para desarticular um núcleo criminoso ligado a crimes contra a administração pública, informa o G1.
O grupo investigado teria estruturado uma associação criminosa com o objetivo de favorecer interesses relacionados ao tráfico internacional de drogas por meio da utilização de influência dentro de instituições públicas. A ação integra a força-tarefa Missão Redentor II e também apura a atuação de advogados, servidores públicos e outros envolvidos.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. A decisão judicial também determinou medidas cautelares, incluindo o afastamento de investigados do exercício de funções públicas.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria sido articulado por Alessandro Carracena, ex-secretário de Esportes do Rio de Janeiro, com a participação de advogados que atuariam como intermediários em negociações destinadas a viabilizar favores e pagamentos indevidos em dinheiro.
Ainda segundo os investigadores, os valores seriam destinados a um delegado da Polícia Federal que faria parte do esquema. Em troca, ele forneceria informações privilegiadas e utilizaria sua influência dentro da instituição para favorecer interesses ligados ao tráfico internacional de drogas.
As apurações também apontam a participação de um homem com histórico criminal que teria atuado na facilitação política e operacional do grupo em Brasília, contribuindo para a articulação das ações investigadas.
A Operação Anomalia integra a força-tarefa Missão Redentor II, criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635. A iniciativa tem como objetivo ampliar a produção de inteligência e reforçar o combate aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco na identificação de possíveis conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Com informações do Brasil247
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