Partido de Lula negocia apoio do Centrão em disputas estaduais e avalia cenários locais, enquanto PP sinaliza possível neutralidade na eleição presidencial
247 – O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalha com a perspectiva de formar alianças com o PP e com o União Brasil em pelo menos dez estados nas eleições de 2026. A estratégia faz parte de uma articulação política voltada ao fortalecimento do campo governista nas disputas estaduais, em meio às movimentações do Centrão e às indefinições sobre o cenário nacional. As informações são da CNN Brasil.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9
As conversas se intensificaram já no início de fevereiro, quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, se reuniu separadamente com os presidentes do PP e do União Brasil.
Edinho se encontrou com Ciro Nogueira, dirigente do PP, e também com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, para discutir possibilidades de apoio político nas eleições estaduais. O movimento indica uma tentativa do PT de ampliar sua base de sustentação e consolidar alianças estratégicas com partidos que, apesar de integrarem o governo, mantêm posições oscilantes em relação ao Palácio do Planalto.
Ciro Nogueira, embora tenha apoiado Lula no passado, ocupou em 2019 o cargo de ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Já Antonio Rueda comandava um partido que tinha como pré-candidato à Presidência o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil e se filiou ao PSD em janeiro.
Estratégia do PT é tratar cada estado separadamente
Ainda segundo a apuração da CNN Brasil, o PT tem adotado uma estratégia de avaliação individual de cada cenário estadual. Isso significa que o partido não trabalha com uma fórmula única para o país, mas sim com negociações adaptadas às condições políticas e eleitorais de cada estado.
No Piauí, por exemplo, o PT não pretende abrir mão da chapa já definida. O estado é a base política de Ciro Nogueira, mas, mesmo assim, a sigla pretende manter sua candidatura própria e apoiar a tentativa de reeleição do governador Rafael Fonteles (PT).
Em outras regiões, entretanto, o partido calcula que poderá firmar acordos com o PP e com o União Brasil em pelo menos dez estados, buscando ampliar alianças locais e fortalecer palanques para 2026.
Centrão oscilou e chegou a anunciar afastamento do governo Lula
Em setembro de 2025, PP e União Brasil chegaram a anunciar um afastamento do governo Lula, mesmo ocupando quatro espaços na Esplanada dos Ministérios naquele momento. Segundo a reportagem, os dois partidos pediram que filiados deixassem cargos no Executivo.
Dois ministros foram afastados de suas legendas por permanecerem no governo: Celso Sabino, que estava no Ministério do Turismo, e André Fufuca, então ministro dos Esportes.
Pouco tempo depois, no entanto, os partidos recuaram e seguiram ocupando espaços no governo federal. A reportagem também aponta que Celso Sabino chegou a ser expulso do União Brasil e posteriormente foi demitido do ministério.
A troca de Sabino por Gustavo Feliciano, segundo a CNN Brasil, ajudou a assegurar o apoio da ala governista do União Brasil. Feliciano é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano.
PP pode adotar neutralidade na disputa presidencial
No plano nacional, o PP tende a adotar uma postura de neutralidade na disputa presidencial de 2026. Esse cenário pode criar dificuldades para a formação de uma coalizão formal em torno do presidente Lula, mas ainda assim abre espaço para alianças estaduais pontuais.
Com informações do Brasil 247
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