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Terrorismo e sabotagem: a política monetária do BC de Campos Neto

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O aumento dos juros é um golpe contra o crescimento do país e um presente para os rentistas

O BC de Campos Neto favorece especuladores e rentistas, em vez de atuar como impulsionador do crescimento econômico

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne, nesta terça (10) e na quarta-feira (11), para decidir o novo patamar da taxa Selic, em um dos últimos atos da gestão de Campos Neto à frente da autarquia. O mercado espera uma elevação de 0,75 ponto, mas alguns analistas já apostam em alta de 1 ponto percentual, subindo os juros para 12,25%. Em um ciclo que pode levar os juros a 15%, a atual porcentagem de 11,25% coloca o Brasil com a terceira maior taxa de juros do mundo, atrás apenas da Turquia e da Rússia.

Essa decisão terá impactos profundos na economia, favorecendo rentistas e especuladores que nada produzem, enquanto prejudica a indústria, o comércio e a população, especialmente os mais vulneráveis. Simplesmente não faz sentido subir a Selic a patamares tão elevados, especialmente em um contexto de inflação controlada – 0,39% em novembro, com queda em relação a outubro – e recuperação econômica. 

Terrorismo

“Na véspera do último Copom presidido por Campos Neto, aumenta o terrorismo para elevar ainda mais a indecente taxa de juros. O PIB cresce acima das previsões, emprego e renda também, arrecadação em alta, inflação dentro dos limites de uma meta exageradamente rigorosa, boas reservas, mas na mídia só se fala em ‘risco fiscal’”, declarou nas redes sociais Gleisi Hoffmann, deputada federal (PT/PR) e presidenta nacional do PT.

O principal argumento por trás da alta dos juros é o combate à inflação, mas a questão vai além. O governo Lula, com suas políticas sociais e investimentos públicos, tem sido alvo constante de pressões para implementar cortes orçamentários que atendem à agenda neoliberal, favorecendo o mercado financeiro em detrimento da população.

A expansão do mercado de trabalho, a recuperação da renda das famílias e o aumento do crédito são sinais claros de que a economia está no caminho certo. No entanto, o BC permanece firme em seu compromisso com a austeridade, ignorando esses avanços e preferindo, de forma irresponsável, manter a taxa de juros elevada, pregando a decisão como uma solução mágica para as questões econômicas brasileiras. 

Em sua coluna desta terça passada(10), a jornalista Miriam Leitão, de O Globo, reconhece que “os juros já são altíssimos, 11,25%”, e observa que “os bancos não veem um descontrole inflacionário. Mesmo assim, as projeções indicam que, ao final do ciclo, a Selic pode chegar a 13% ou até 15%”.

Sabotagem

As críticas à política monetária do Banco Central não são novas, mas ganharam mais força no atual contexto político. O presidente Lula, a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, e outros líderes políticos têm alertado sobre os riscos dessa aliança implícita entre o BC e o mercado financeiro, o que, para muitos, configura uma sabotagem contra o Brasil.

Em recente entrevista, Lula destacou que não é justo que os cortes orçamentários sempre recaiam sobre as classes mais pobres. O governo tem defendido que a austeridade fiscal limita o crescimento, mas o Banco Central parece indiferente, sugerindo que qualquer aumento de gastos sem cortes no orçamento resultará em uma nova elevação na Selic. No entanto, trata-se de uma falácia, pois mesmo após o recente anúncio de um grande ajuste fiscal, o mercado, em vez de se acalmar, aproveitou a oportunidade para especular ainda mais, deixando claro que suas preocupações são apenas com os próprios lucros.

O comportamento do BC em relação ao câmbio também é motivo de justas críticas. Na gestão Bolsonaro, a autarquia federal atuou 113 vezes no mercado para conter a alta do dólar, vendendo US$ 74 bilhões no mercado à vista, entre 2019 e 2022. Com Lula, a instituição fez uma única intervenção, de US$ 1,5 bilhão, em setembro deste ano. Quando a cotação disparou, prejudicando as contas externas e o poder de compra da população, o banco se manteve inerte, como se não fosse seu papel intervir para controlar a volatilidade da moeda americana.

Em um país com uma estrutura econômica desigual, onde a concentração de renda e os privilégios fiscais predominam, a política monetária deveria ser um instrumento de desenvolvimento coletivo, não um freio para o país e um empurrão para o empobrecimento das camadas mais vulneráveis.

Com informações do PT Org

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