A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (12) um conjunto de requerimentos para convocação obrigatória de pessoas ligadas às investigações envolvendo fraudes no sistema previdenciário e o Banco Master. As medidas foram adotadas após o cancelamento das oitivas que estavam previstas para a manhã do mesmo dia.
Os parlamentares aprovaram dois requerimentos para ouvir o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A convocação ocorre em meio às investigações que também alcançam o banco e pessoas próximas ao empresário.
Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março. O empresário se entregou à Polícia Federal após ser alvo da mais recente etapa da operação Compliance Zero, conduzida para apurar irregularidades relacionadas ao caso investigado pela CPMI.
Além da convocação de Zettel, a comissão também aprovou um requerimento que determina o comparecimento da ex-namorada de Vorcaro, que deverá prestar esclarecimentos aos parlamentares. Outros pedidos de convocação ainda seriam analisados separadamente ao longo da sessão desta quinta-feira.
Requerimentos envolvendo ex-presidente do Banco Central são adiados
Durante a reunião, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a retirada de pauta de dois requerimentos que pediam a convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que comandou a autoridade monetária entre 2019 e 2022. Segundo o senador, esses pedidos devem voltar a ser discutidos na próxima semana.
Depoimentos previstos foram cancelados
A comissão havia programado quatro depoimentos para esta quinta-feira, mas as oitivas acabaram canceladas. Entre os nomes que seriam ouvidos estavam Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6; Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA); e Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS.
Lea Bressy Amorim informou à CPMI que não poderia comparecer por motivo de licença para tratamento de saúde. Diante da justificativa, Carlos Viana determinou a realização de uma perícia médica e autorizou a remarcação do depoimento.
Depoimento de Leila Pereira é remarcado
A comissão também pretendia ouvir Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa. No entanto, uma decisão do ministro Flávio Dino, divulgada na quinta-feira (11), garantiu que ela não seja submetida a condução coercitiva e permitiu a remarcação da oitiva.
Segundo o senador Carlos Viana, o depoimento de Leila Pereira foi reagendado e deve ocorrer na próxima quarta-feira (18), quando a CPMI retomará as oitivas relacionadas ao caso.
*Com informações do Brasil de Fato
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