Início Brasil Frango brasileiro: OMS diz não haver evidências de transmissão de Covid-19 pela carne
BrasilCeilândiaJUSTIÇASAÚDE

Frango brasileiro: OMS diz não haver evidências de transmissão de Covid-19 pela carne

Compartilhar
Compartilhar

A Organização Mundial da Saúde minimizou o risco de o coronavírus ser transmitido através de embalagens de alimentos, depois que a China informou ter encontrado o vírus em asas de frango produzidas no Brasil

GENEBRA (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) minimizou nesta quinta-feira o risco de o coronavírus ser transmitido através de embalagens de alimentos, e pediu às pessoas que não tenham medo de que o vírus entre na cadeia alimentar.

Duas cidades da China disseram ter encontrado vestígios de coronavírus em alimentos congelados importados e em embalagens de alimentos, provocando o temor de que remessas de alimentos contaminados possam causar novos surtos.

“As pessoas não devem temer alimentos, embalagens de alimentos ou entrega de alimentos”, disse o chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, em entrevista coletiva.

“Não há evidências de que a cadeia alimentar esteja participando da transmissão desse vírus.”

Maria Van Kerkhove, epidemiologista da OMS, disse que a China examinou centenas de milhares de embalagens e “descobriu que muito poucas, menos de 10” tinham o vírus.

Mais de 20,69 milhões de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus e quase 750 mil morreram, de acordo com uma contagem da Reuters.

A OMS fez um apelo para que países que estão fechando acordos bilaterais de vacinas no momento não abandonem os esforços multilaterais, já que bolsões isolados de vacinação continuarão deixando o mundo vulnerável.

Na terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra Covid-19 depois de menos de dois meses de testes em humanos, uma ação que Moscou comparou com seu sucesso na corrida espacial durante a Guerra Fria.

Mas sua decisão de conceder tal chancela antes da finalização dos testes clínicos causou preocupação em alguns especialistas. Só cerca de 10% dos testes clínicos são bem-sucedidos, e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional acima da segurança.

A OMS não tem informação suficiente para julgar o uso ampliado da vacina russa, disse Bruce Aylward, conselheiro-sênior da entidade, na entrevista coletiva.

Por Stephanie Nebehay, Michael Shields e John Miller

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Dino acaba com aposentadoria compulsória como maior punição a juízes

Dino anula decisão do CNJ que aposentou compulsoriamente um juiz do Tribunal...

Jair Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas permanece internado na UTI em Brasília

Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital...

PIS/Pasep: lote de abono salarial é pago hoje (16/3). Veja quem recebe

O valor a ser recebido varia entre R$ 136 a R$ 1.162,...

Apoio ao fim da escala 6×1 sobe para 71%, mostra Datafolha

Uma nova pesquisa Datafolha, realizada entre 3 e 5 de março com...