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A explicação é que o motivo da renúncia ocorre por “foro íntimo”

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Tenente-coronel Mauro Cid durante depoimento na CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro. Foto: Lula Marques

O advogado Bernardo Fenelon abandonou a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando “foro íntimo” para sua saída. Sua decisão foi comunicada ao cliente na terça-feira passada (8), antes das revelações mais recentes do caso das joias.

Bernardo Fenelon havia assumido o caso em maio, logo após a prisão de Mauro Cid e a renúncia do advogado anterior, Rodrigo Roca. Agora, enquanto o tenente-coronel enfrenta uma série de investigações, ele precisa encontrar um novo advogado para assumir sua defesa.

Nesta sexta-feira (11), a Polícia Federal (PF) iniciou uma operação para investigar um suposto esquema de comercialização de presentes destinados ao governo brasileiro durante missões oficiais no exterior. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão o pai de Mauro Cid, o general Mauro Lourena Cid, o ex-ajudante de Ordens, Osmar Crivelatti, e o advogado da família, Frederick Wasseff, amigo de Bolsonaro.

Mauro Cesar Lourena Cid, que compartilhou turmas de cadetes com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Academia Militar de Agulhas Negras (Aman) nos anos 1970. Já o seu filho está preso desde maio, como alvo de uma operação que investigava as irregularidades nos registros de vacinação contra a Covid-19.

Já no caso sobre o suposto esquema de contrabando de joias liderado pelo ex-presidente, as propriedades de luxo da família do tenente-coronel Mauro Cid também estão sendo investigadas nos Estados Unidos. O FBI foi acionado para apurar o caso, que envolve uma mansão estimada em US$ 2 milhões, registrada sob o nome “Cid Family Trust”.

O imóvel também era o destino das joias e relógios enviados aos Estados Unidos antes de irem a leilão. Apesar de ser um general respeitado nas Forças Armadas, Lourena Cid virou alvo por uma foto que o entregava: ao registrar uma caixa de joias, seu rosto “vazou” no reflexo do objeto, revelando sua participação no esquema. Na ocasião, ele estava em uma loja especializada, onde esperava obter uma avaliação dos bens para posteriormente vendê-los.

Pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Lorena Cid tirou foto de objeto para venda e foi identificado pelo reflexo do item. Foto: Reprodução

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