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China anuncia assistência humanitária emergencial para Irã, Líbano, Iraque e Jordânia

Agressão militar não provocada dos Estados Unidos e Israel já deixou mais de 1.300 mortos no Irã e 826 no Líbano

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A China anunciou nesta terça-feira (17), o envio de assistência humanitária emergencial ao Irã, Jordânia, Líbano e Iraque em resposta à crise provocada pela agressão militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, durante coletiva de imprensa em Pequim.

“A China decidiu fornecer assistência humanitária emergencial ao Irã, Jordânia, Líbano e Iraque, na esperança de que isso ajude a aliviar o sofrimento humanitário enfrentado pelas populações locais”, declarou Lin Jian.

Na semana passada, a China também havia anunciado o envio de US$ 200 mil (mais de R$ 1 milhão) em assistência humanitária emergencial à Meia Lua Vermelha Iraniana, destinados especificamente às famílias das meninas assassinadas no ataque a uma escola primária da cidade de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã.

A ofensiva estadunidense e israelense, em curso desde 28 de fevereiro, causou um quadro humanitário devastador em toda a região. Somente no Irã, mais de 1.300 civis foram mortos, incluindo o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e entre 600 mil e 1 milhão de famílias foram deslocadas, podendo chegar a 3,2 milhões de pessoas afetadas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Apenas na capital Teerã, 503 pessoas morreram e 5.700 ficaram feridas, segundo o diretor dos Serviços de Emergência da Província de Teerã, Mohammad Esmail Tavakoli, em entrevista à agência ISNA no dia 16 de março.

No Líbano, Israel assassinou 826 pessoas e deixou 2 mil feridos entre 2 e 14 de março, segundo o Ministério da Saúde Pública. O ministério também registrou 31 paramédicos e trabalhadores de saúde assassinados e o fechamento forçado de cinco hospitais. No dia 15 de março, novos ataques israelenses em Nabatieh, Sidon e Al Qatrani somaram 14 mortos, entre eles quatro crianças. Mais de 830 mil pessoas foram deslocadas no país.

Lin Jian afirmou que a China “sempre pratica o conceito de comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” e que os conflitos em curso “causaram graves desastres humanitários aos povos do Irã e de outros países da região.” O porta-voz acrescentou que Pequim “continuará a envidar esforços para promover a paz e deter a guerra, buscando o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade regionais, e evitando que a crise humanitária se agrave ainda mais”.

O porta-voz também se pronunciou sobre as tensões entre Afeganistão e Paquistão, afirmando que o diálogo direto “é o único caminho eficaz para resolver as questões bilaterais”. Pequim instou os dois países a garantirem a segurança do pessoal, dos projetos e das instituições chinesas em seus territórios, e se comprometeu a continuar atuando de forma construtiva para reduzir as tensões.

As tensões entre Paquistão e Afeganistão têm raízes na Linha Durand, uma fronteira de 2.640 km criada pelo Império Britânico em 1893 que nenhum governo afegão jamais reconheceu formalmente. As tensões aumentaram após o retorno do Talibã ao poder em 2021, com Islamabad acusando Cabul de abrigar o grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), também conhecido como Talibã paquistanês e responsável por ataques em solo desse país, acusações que o governo afegão nega.

Segundo relatório da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) divulgado em 6 de março, 185 civis foram vítimas entre 26 de fevereiro e 5 de março na região fronteiriça, sendo 56 mortos e 129 feridos por ataques aéreos e fogo indireto. Mais da metade das vítimas, cerca de 55%, eram mulheres e crianças. O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, afirmou em 26 de fevereiro que há uma “guerra aberta” entre os dois países.

Ainda na coletiva, Lin Jian comentou rumores de que Donald Trump teria condicionado sua visita à China ao apoio de Pequim na escolta do Estreito de Ormuz. O porta-voz afirmou que a própria parte estadunidense já esclareceu que tais reportagens “são completamente equivocadas” e que a visita “não tem relação com a questão da navegabilidade no Estreito de Ormuz.” Lin Jian confirmou que as duas partes mantêm comunicação sobre questões como a data de uma possível visita do presidente Donald Trump à China.

Com informações do Brasil de Fato

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Fonte:BdF
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