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PF intensifica esforços para recuperar mensagens apagadas do celular de ex-chefe da PRF de Bolsonaro

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Silvinei Vasques tinha o hábito de apagar mensagens enviadas por ele na tentativa de eliminar rastros

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) está intensificando esforços para recuperar mensagens apagadas do celular do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, cuja prisão preventiva foi decretada em agosto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela suspeita de ter tentado utilizar bloqueios realizados pela corporação para prejudicar o deslocamento de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva aos locais de votação e por fazer campanha pela reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

O aparelho apreendido revelou fotos de Adolf Hitler e Benito Mussolini, registros ao lado do clã Bolsonaro, além de evidências do culto às armas. Áudios com xingamentos e cobranças sobre bloqueios em rodovias federais durante o segundo turno das últimas eleições também foram encontrados.

Silvinei, homem de confiança de Bolsonaro, tinha o hábito de apagar suas mensagens, uma tentativa de eliminar rastros. A PF constatou que o conteúdo do celular era composto apenas por mensagens recebidas, sem registros de suas comunicações.

“Não havia no celular, por exemplo, mensagens mensagens que ele enviou a outros investigados pela Polícia Federal e que foram encontradas nos telefones apreendidos dessas pessoas, investigadas na mesma apuração sobre que busca aprofundar as investigações sobre o uso político da Polícia Rodoviária Federal contra eleitores de Lula em 30 de outubro, dia do segundo turno”, destaca a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

O advogado de Silvinei, Eduardo Pedro Nostrami Simão, afirmou que “a defesa não tem conhecimento do apagamento de mensagens, algo comum”.

Investigadores acreditam que é possível recuperar as mensagens, explorando interlocutores de Silvinei. No entanto, a tarefa é complexa, e a PF busca variáveis para identificar o que foi deletado.

Além de rastrear interlocutores, a PF considera a análise de backups e dados do próprio celular, incluindo possíveis informações armazenadas no WhatsApp Web. A solicitação de acesso ao banco de informações do WhatsApp junto à Meta também é uma opção.

Com informações do Brasil 247

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