O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (18) um decreto para reclassificar a maconha como droga menos perigosa, uma decisão que visa a promover a pesquisa médica, sem abrir as portas para uma descriminalização em nível federal.
Trump disse que as pessoas lhe “imploravam” por essa decisão, principalmente aquelas que sofrem de dores crônicas. Isso “não é, absolutamente, uma descriminalização” da maconha para usos não medicinais, ressaltou, antes de assinar o decreto.
“Sempre disse aos meus filhos: não usem drogas, não bebam, não fumem”, acrescentou Trump, que se declara abstêmio.
Trata-se de uma decisão “de bom senso”, disse uma funcionária do alto escalão do governo, que lembrou que a maconha e os produtos à base de CBD (molécula extraída da cannabis conhecida por suas propriedades relaxantes) já são usados nos Estados Unidos por muitos pacientes que sofrem de dores crônicas. A maioria dos estados americanos autoriza o uso de cannabis para fins medicinais, e mais de 20 deles também legalizaram o uso recreativo.
O anúncio deve permitir a realização de mais pesquisas sobre os riscos de dependência associados a essas substâncias, destacou a autoridade. Além disso, “milhões” de beneficiários do seguro de saúde público para maiores de 65 anos (Medicare) poderão receber produtos à base de CBD gratuitamente a partir da primavera, anunciou Mehmet Oz, que dirige esse serviço.
A medida pode ter uma repercussão econômica importante, ao aliviar as restrições às empresas que cultivam ou comercializam cannabis. Segundo o decreto, a maconha deve passar da categoria 1, a mais alta da nomenclatura, para a 3, que inclui substâncias que apresentam um risco moderado a baixo de dependência, como alguns medicamentos que contêm codeína.
A proposta de reclassificação será submetida a decisão da agência americana de combate às drogas (DEA). Os presidentes dos Estados Unidos não podem reclassificar uma droga unilateralmente, mas a ordem de Trump instrui a procuradora-geral, Pam Bondi, a acelerar esse processo.
Originalmente publicado em Jornal de Brasília
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