A guerra dos EUA e Israel contra o Irãentrou em seu quinto dia nesta quarta-feira (4), com novos ataques de mísseis e drones e sinais de expansão do conflito para outros países do Golfo. Sirenes de alerta aéreo voltaram a soar em várias cidades israelenses, levando moradores a correr para abrigos enquanto sistemas de defesa tentavam interceptar projéteis lançados a partir do território iraniano.
De acordo com reportagem publicada pela Al Jazeera, a escalada ocorre após uma série de ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, seguidos por operações retaliatórias conduzidas por Teerã em diferentes pontos da região.
Sirenes e explosões em cidades israelenses
O alerta emitido pelas autoridades israelenses na manhã desta quarta-feira (4) orientou a população de Jerusalém, Tel Aviv e outras localidades a buscar proteção imediatamente, após a identificação de mísseis disparados do Irã. Sistemas de defesa foram acionados para tentar interceptar os projéteis.
Apesar da intensidade das explosões registradas no país, o serviço de emergência Magen David Adom informou que não havia relatos imediatos de vítimas.
A correspondente da Al Jazeera na região, Nida Ibrahim, relatou ter ouvido fortes detonações enquanto acompanhava os acontecimentos na Cisjordânia ocupada.
“Do local onde estamos agora em Ramallah, ouvimos explosões muito fortes, afirmou.
Segundo a jornalista, o número de projéteis disparados dificultou o trabalho dos sistemas de defesa israelenses.
“Parecia ser uma salva ampla, o que complicou os esforços da defesa aérea israelense”, disse.
Ibrahim também mencionou relatos da imprensa israelense sobre estilhaços que teriam atingido a área de Beit Shemesh, cidade próxima a Jerusalém.
“Segundo a mídia israelense, estilhaços de interceptações caíram na área de Beit Shemesh, cidade próxima à região oeste de Jerusalém, onde estilhaços, ou um míssil, caíram dois dias atrás e mataram nove israelenses”, acrescentou.
Ataques se espalham pelo Golfo
Enquanto Israel enfrenta disparos vindos do Irã, países do Golfo também registraram incidentes ligados ao conflito.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído dois mísseis de cruzeiro que sobrevoavam a província de Al-Kharj. Já o governo do Kuwait anunciou que suas forças derrubaram vários “alvos aéreos hostis” que haviam penetrado no espaço aéreo do país nas primeiras horas da manhã.
No plano político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra pode se estender por até um mês, sinalizando a possibilidade de um confronto prolongado.
Bombardeios atingem Teerã e outras cidades iranianas
Enquanto as forças iranianas mantêm ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos EUA na região, o território iraniano também continua sendo alvo de bombardeios.
Explosões foram registradas em Teerã nesta quarta-feira, enquanto o Exército israelense declarou ter realizado ataques contra instalações associadas a forças iranianas. Entre os alvos estariam prédios ligados à Basij, organização voluntária associada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
As forças israelenses também afirmaram ter atingido edifícios ligados ao comando de segurança interna iraniano, estrutura que já foi utilizada para reprimir manifestações no país.
Escalada militar e uso de drones
Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, ao menos 787 pessoas morreram nos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O correspondente da Al Jazeera em Teerã, Tohid Asadi, relatou que várias explosões foram registradas na capital e em outras cidades iranianas.
“Também recebemos relatos de explosões em diferentes cidades, incluindo Karaj e Isfahan”, afirmou.
De acordo com ele, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que suas forças terrestres iniciaram operações no campo de batalha utilizando centenas de drones.
“Forças terrestres entraram em operações de campo de batalha”, disse Asadi ao citar comunicado da corporação, acrescentando que 230 drones teriam sido mobilizados.
Ele também mencionou possíveis ações no mar envolvendo forças norte-americanas.
“Eles também estavam falando sobre uma operação naval visando navios militares dos EUA”, relatou.
A situação na capital iraniana, segundo o jornalista, permanece marcada por um clima de forte tensão.
“Em Teerã, não vejo nenhum sinal de desescalada, e a escalada é a palavra de ordem”, concluiu.
Com informações do Brasil247
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