Início Brasil MP investiga gestão Nunes por superfaturamento na compra de material contra dengue
BrasilCeilândiaGeral

MP investiga gestão Nunes por superfaturamento na compra de material contra dengue

Compartilhar
Compartilhar
Ricardo Nunes olhando para o lado com expressão assustada, perto de microfone
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo – Agência Brasil

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou uma investigação para apurar alegadas práticas de improbidade administrativa pela prefeitura de São Paulo na compra de armadilhas contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

A gestão de Ricardo Nunes (MDB) é acusada de desembolsar R$ 400 por unidade da armadilha em março de 2023, enquanto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ofereceria uma versão semelhante por apenas R$ 10.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) teria gasto R$ 19 milhões na aquisição de 20 mil armadilhas, incluindo o sachê inseticida. O pesquisador da Fiocruz, Sérgio Luz, afirmou que o custo da armadilha da fundação não ultrapassa R$ 10, incluindo o larvicida. Se a opção fosse pela versão da Fiocruz, a gestão municipal economizaria R$ 200 mil.

O inquérito foi instaurado pelo promotor de Justiça Paulo Destro, que destacou a necessidade de investigar possível prejuízo ao erário e a violação de princípios constitucionais da Administração Pública, como legalidade e transparência. A portaria inicial de inquérito civil foi emitida diante da urgência de diligências para melhor apuração dos fatos narrados.

O promotor oficiou o prefeito Ricardo Nunes, o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a empresa Biovec Comércio de Saneantes Ltda e a Procuradoria-Geral do município. O inquérito, aberto após representação do vereador Toninho Vespoli (PSOL), visa reunir elementos para verificar a existência e veracidade dos fatos, permitindo à Promotoria decidir entre ajuizar uma ação judicial ou arquivar o caso.

O vereador Toninho Vespoli expressou esperança de que o inquérito resulte na recuperação dos valores para o município e na responsabilização dos gestores públicos. As armadilhas, segundo a prefeitura, consistem em baldes montados para que as fêmeas do Aedes aegypti, responsáveis pela disseminação da doença, distribuam o larvicida em seus criadouros, impedindo o desenvolvimento do mosquito para a fase adulta.

A administração municipal afirmou ter fornecido todas as informações sobre a aquisição ao Ministério Público em novembro de 2023

Publicado por Jessica Alexandrino

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Mobilização nacional prende mais de 5 mil suspeitos de violência contra mulheres

Uma mobilização nacional das forças de segurança resultou na prisão de 5.238...

Mensagens mostram tentativa apressada de vender imóvel de R$ 60 milhões no dia da prisão de Vorcaro

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PT) entre os e-mails de Daniel Vorcaro indicam uma...

Em dois anos, Governo Federal entregou 11,6 mil cisternas em Pernambuco

Entre 2024 e 2025, o estado de Pernambuco recebeu 11,6 mil cisternas...

Vazamento dos dados de Fábio Luís desmonta narrativa bolsonarista, diz Paulo Pimenta

O vazamento ilegal do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva...