Departamento de Justiça dos EUA terá 30 dias para tornar públicos documentos da investigação, segundo confirmou a procuradora-geral Pam Bondi
247 – A Reuters informou nesta quarta-feira (19) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar, em até 30 dias, os arquivos relacionados à investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado em 2008 por solicitação de prostituição de menor e morto em 2019, em um caso amplamente contestado pela opinião pública.
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Segundo a agência, a medida foi aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, ambos sob controle republicano, e mira um dos temas mais sensíveis para Trump. Durante meses, o presidente norte-americano sofreu pressão de seus próprios apoiadores, que acreditam que seu governo teria abafado relações de figuras poderosas com Epstein e omitido detalhes sobre sua morte, oficialmente tratada como suicídio em uma prisão de Manhattan.
Pam Bondi promete seguir a lei e ampliar transparência
Em entrevista coletiva, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou que a determinação será cumprida nos termos definidos pelo Congresso. “We will continue to follow the law and encourage maximum transparency”, declarou Bondi, reafirmando o compromisso institucional com a divulgação das informações.
Ela, no entanto, destacou que a liberação não será totalmente ampla. A legislação aprovada permite ao Departamento de Justiça reter dados pessoais de vítimas de Epstein, além de documentos que possam prejudicar investigações ainda em andamento.
Limites da divulgação e pressões políticas
A decisão ocorre uma semana depois de Trump ordenar ao próprio Departamento de Justiça que investigasse diversas figuras do Partido Democrata que mantiveram relações com Epstein. Diante disso, autoridades podem optar por não divulgar qualquer material que envolva essas pessoas, o que pode gerar novos embates políticos e questionamentos sobre seletividade na aplicação da lei.
Historicamente, o Departamento de Justiça dos EUA costuma usar o argumento da preservação de investigações em curso para reter informações públicas. Neste ano, tribunais já haviam rejeitado pedidos da própria gestão Trump para liberar transcrições de depoimentos perante grandes júris que investigaram Epstein e sua ex-associada Ghislaine Maxwell.
Repercussão e contexto mais amplo
O caso Epstein continua sendo um ponto de tensão na política norte-americana, influenciando desde debates institucionais até discussões em campanhas eleitorais. Epstein era conhecido por conviver com diversas figuras da elite política e econômica, inclusive Trump, antes de sua condenação. Sua morte, em 2019, motivou inúmeras teorias conspiratórias, algumas amplificadas pelo próprio presidente.
*Com informações do Brasil 247
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