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Prestes a votar a reforma Tributária, dep. fed. Rubens Otoni defende que é preciso cobrar mais impostos dos ricos e menos dos pobres

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O parlamentar defende que quem tem mais precisa pagar mais; ele também diz que é preciso cobrar impostos de bens de luxo, o que hoje não acontece

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) falou com exclusividade ao Jornal TaguaCei e, na oportunidade, comentou sobre o primeiro semestre de seu mandato. Reeleito em 2018, Otoni, cuja experiência parlamentar é inconteste, disse que mesmo com os ataques do governo de Jair Bolsonaro, foi possível executar um trabalho dentro de suas propostas eleitorais feitas à época da campanha.

Exemplo deste trabalho foi a reforma da Previdência, recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados, que, segundo o parlamentar teria sido aprovada com grandes modificações. Mesmo assim, toda bancada do PT votou contra a o texto da reforma.

Agora, o próximo combate é a reforma Tributária. Articulada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e o governo federal, a proposta só fará sentido, na opinião de Otoni, caso ela seja aplicada de cima para baixo, ou seja, a carga de tributos cobrados pelo Estado precisa atingir mais ricos – que em tese tem condições de pagar – do que os pobres.

A população de baixa renda e as classes médias comprometem 32,8% dos seus rendimentos com impostos, enquanto os 10% mais ricos gastam 22,7% da sua renda com tributos, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Nós queremos uma reforma tributária que faça justiça social. Que faça com que no nosso país cobre mais de quem tem mais.” Hoje em dia, segundo Otoni, isso não acontece. “Aqui é a tradição é cobrar imposto de quem tem menos e aqueles que têm mais, às vezes, nem pagam.”

Ainda sobre os impostos, o deputado defendeu também que o cidadão que não tem condições de pagar seus impostos, não pode ser penalizado por isso. ““E aqueles não estão ganhando nada, nem pode pagar.” Para ele o imposto precisa incidir sobre bens considerados de luxo – como jatinhos, lanchas, iates e etc – e não sobre bens básicos de consumo.

Emendas

Dois municípios goianos, Uruana e Cidade Ocidental, acabaram de receber emendas parlamentares da gestão de Otoni. Ao trata do tema, ele diz que seu mandato trabalha no sentido de fazer com as emendas de fato sejam aplicadas nos municípios, sem considerar questões partidárias e ideológicas.

“Vou pessoalmente para conhecer a realidade dos municípios, para receber as demandas e as necessidades dos municípios. Faço isso independentemente se o prefeito do município é do partido A, B ou C. Eu estou pronto para ajudar à comunidade”, diz o deputado.

Ao explicar sobre a execução destas emendas, Otoni diz que para tirá-las do papel é preciso fazer um trabalho conjunto com os vereadores e prefeitos. “Isso tem dado condição para que as emendas não fique só no papel. Para que elas sejam colocadas pelos deputados, mas efetivamente elas aconteçam no dia a dia da comunidade.”

Conjuntura nacional

O parlamentar argumenta que o impeachment da presidente Dilma e a prisão – que retirou Lula das eleições presidenciais – foram os ingredientes usados para pavimentar o caminho da vitória de Jair Bolsonaro. Esta vitória, na visão de Otoni, teria dado ao país “um dos momentos mais triste de sua história política”.

Para ele, o governo de Bolsonaro estaria “constrangendo” até mesmo os parlamentares e eleitores que votaram nele. “Não é um presidente legítimo – não tem capacidade de gestão, os partidos que o apoiaram o apoiam de maneira constrangida.”

A crise econômica e política que assola o país atualmente, para Otoni é fruto da “crise de nossa democracia”. E o resultado disse, segundo ele, seria o desmonte das políticas públicas, do Estado e, consequentemente, de nossa econômica, e de nossa política.

Com isso, o deputado sustenta que mais prejudicados com o governo Bolsonaro são os trabalhadores, as pessoas mais humildes e as minorias.

“O Brasil está desmoralizado no cenário nacional e internacional. É preciso urgentemente formar uma nova consciência para reforçar, acima de tudo, os valores da nossa democracia. Precisamos dar ao povo a liberdade para fazer a suas próprias escolhas, porque o governo eleito foi eleito à base de fake news e manipulação dos instrumentos eleitorais.”

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