China repudiou ações do exército estadunidense, que já interceptou três navios de petróleo na costa da Venezuela nas últimas duas semanas
A China se posicionou, nesta segunda-feira (22/12), a favor da Venezuela, após a interceptação do terceiro navio petroleiro venezuelano pelos Estados Unidos (EUA) no fim de semana. A escalada de interceptações petroleiras começou há duas semanas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian afirmou que a prática dos EUA de apreender arbitrariamente navios de outras nações “viola gravemente o direito internacional”.
“A China tem se oposto consistentemente a sanções ilegais e unilaterais que carecem de fundamento no direito internacional”, afirmou.
EUA x Venezuela
- No dia 10 de dezembro, os EUA apreenderam um grande navio petroleiro venezuelano chamado Skipper.
- No sábado (20/12), o segundo navio foi apreendido pelos EUA na costa da Venezuela, o petroleiro Centuries.
- No domingo (21/12), o agências internacionais Reuters e Bloomberg afirmaram que os EUA interceptaram mais um navio petroleiro do país sul-americano, o que seria a terceira embarcação em menos de duas semanas, o petroleiro Bella 1.
- Os EUA alegam que o presidente da Venezuela Nicolás Maduro é o líder da suposta organização criminosa “Cartel de Los Soles” e que a ação busca interceptar “petroleiros sancionados”;
- A Venezuela repudiou a ofensiva estadunidense e classificou o ato como “roubo” e “pirataria internacional”.
Maduro reagiu à ação dos EUA e afirmou nesse domingo que o país vem sofrendo com atos de “corsários que assaltam petroleiros“.
Posição da China
Desde o mês passado, a China vem se posicionado a favor da Venezuela em meio ao conflito com os Estados Unidos acerca do petróleo.
“A China opõe-se à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, declarou o Ministério das Relações Exteriores dia 19 de novembro.
Na última quarta-feira (17/12), o governo chinês já havia defendido o país sul-americano, afirmando que se opõe a “toda forma de assédio unilateral e apoia os países na proteção de sua própria soberania e dignidade nacional”. A fala ocorreu em uma ligação entre ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o chanceler venezuelano Yvan Gil, divulgado pelo ministério chinês.
Originalmente publicado em Correio Braziliense
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