Moraes fala pela primeira vez e diz que só tratou da Magnitsky com Galipolo247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou ter mantido encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos de interesse privado. A resposta foi divulgada pela assessoria do STF após reportagem do jornal O Globo, assinada por Malu Gaspar, que detalhou supostos contatos entre o ministro e o chefe do BC relacionados a questões envolvendo o Banco Master e um escritório ligado à família de Moraes.
Segundo a publicação, Moraes teria participado de ao menos cinco interações com Galípolo — incluindo telefonemas e uma reunião presencial — para tratar de temas que extrapolariam questões institucionais. A reportagem aponta que os diálogos envolveriam assuntos financeiros sensíveis e que o Banco Master, centro do suposto interesse privado, não é regulado pelo Supremo.
Em nota oficial emitida pelo STF, Moraes contestou a versão. O texto afirma que os encontros mencionados pela reportagem ocorreram no contexto da aplicação da Lei Magnitsky, legislação que prevê sanções financeiras e bloqueios a pessoas e entidades consideradas envolvidas em crimes graves, e que tem gerado impactos diretos no sistema bancário.
A nota diz:
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”
De acordo com a nota, portanto, as reuniões abordaram exclusivamente preocupações institucionais do setor financeiro decorrentes da lei, como eventuais travamentos de operações bancárias, possíveis bloqueios de contas e dúvidas sobre a continuidade de serviços essenciais.
A reportagem do O Globo havia descrito que, apesar desse contexto, os contatos entre Moraes e Galípolo incluíam conversas sobre contratos privados ligados ao Banco Master e a um escritório de advocacia associado a familiares do ministro. Essas referências levantaram questionamentos políticos e jurídicos sobre a pertinência dos contatos.
Moraes, porém, sustenta que não tratou de nenhum tema de natureza pessoal, e que todos os encontros com autoridades financeiras ocorreram de forma institucional e em razão dos efeitos imediatos da legislação sobre o funcionamento do sistema bancário nacional.
Originalmente publicado em Brasil247
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