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TRF-4 segue o golpismo e aumenta em 17 anos condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia

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O tribunal Regional de Curitiba, um anexo da Operação Lava Jato, segue sua linha golpista negando anulação da condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia e aumenta a pena para 17 anos e um mês.

Os desembargadores do TRF-4 votaram com unanimidade e decidiram nesta quarta (27) aumentar a condenação de Lula de 12 anos e 11 meses de prisão, para 17 anos e um mês no caso do sítio de Atibaia. O julgamento havia sido suspenso, mas foi remarcado para hoje após ordem do ministro do STF Edson Fachin.

Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no TRF-4 e amigo de Sergio Moro, rejeitou todas as preliminares e negou a nulidade da sentença que condenou Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, com base na ordem das alegações finais apresentadas no processo. Os outros dois desembargadores acompanharam seu voto.

Com a decisão do STF de considerar inconstitucional a execução de pena provisória em segunda instância, Lula seguirá em liberdade, mas teve sua pena ampliada para 17 anos e um mês além de uma multa de R$ 870 mil.

Não é nenhuma surpresa dado que o Tribunal Regional de Curitiba trata-se de um anexo da Operação Lava Jato. No julgamento anterior da condenação de Lula por Moro, no caso do Triplex, o tribunal não apenas endossou a decisão de Moro, julgando o caso em tempo recorde, como ampliou a condenação de 9 para 12 anos.

Gebran é amigo de Moro, que lhe prometeu uma nomeação no Supremo após tornar-se Ministro da Justiça. Além disso, segundo os vazamento do Intercept BR, Gebran teria tido uma série de “encontros fortuitos” com seus colegas procuradores da Lava Jato para discutir justamente o caso de Lula.

Exigimos a anulação do julgamento de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT, que segue depositando confiança nas instituições do regime e se recusa a mobilizar seus enorme aparatos sindicais e estudantis, a CUT e a UNE, em nome da reversão de todo o legado do golpe institucional no país, que não apenas prendeu arbitrariamente Lula, mas levou a cabo as reformas trabalhistas e da previdência, a entrega de vastas riquezas nacionais junto do desmonte da Petrobras. Somente um plano de luta erguido a parir da mobilização dos trabalhadores em assembleias em cada local de trabalho e estudo pode reverter esse enorme legado de degradação social do golpismo e apontar uma saída dos trabalhadores para a crise política e econômica no país.

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