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Irã pode voltar a enriquecer urânio em alguns meses, afirma agência da ONU

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Para Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, danos às instalações iranianas não foram totais

“O Irã tem capacidade industrial e tecnológica. Então, se eles quiserem, podem voltar a fazer”, afirmou Rafael Grossi, diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica sobre o enriquecimento de urânio no país persa. A declaração foi feita em entrevista à rede estadunidense CBS News gravada na sexta-feira (27), cujo conteúdo foi disponibilizado no sábado (28).

Questionado sobre a extensão dos danos às instalações nucleares iranianas durante o conflito de 12 dias com Israel, Grossi afirmou que “os danos foram severos, mas não totais”. E que o país pode ter, em questão de meses, centrífugas produzindo urânio enriquecido. “A capacidade industrial está lá. O Irã é um país muito sofisticado em termos de de tecnologia nuclear. Não é possível desfazer o conhecimento e as capacidades que você tem”.

O diretor geral também destacou que a solução não pode ser militar e sim por meio de acordo e inspeção.

O programa nuclear iraniano foi objeto de várias rodadas de negociações entre Estados Unidos e Irã, iniciadas em abril, com a mediação de Omã. Com os bombardeios israelenses, que tiveram início em 12 de junho, os diálogos foram suspensos.

No dia 21 de junho, os Estados Unidos entraram na guerra, bombardeando três instalações nucleares iranianas.

A justificativa para as ofensivas é de que o Irã estaria enriquecendo urânio em 60%, o que indicaria a capacidade do país de chegar a níveis mais altos de tratamento do material, possibilitando o seu uso bélico. Até o momento, nada foi encontrado.

A declaração de Grossi encontra eco em relatório da inteligência do Pentágono divulgado pela mídia internacional na terça-feira (24). O documento concluiu que as centrífugas do Irã podem voltar a funcionar em meses. E que o estoque de urânio altamente enriquecido foi movido para locais seguros antes dos ataques.

Trégua frágil

Neste domingo (29), o chefe de gabinete das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, afirmou que o país não está convencido de que Israel vai respeitar o cessar-fogo. “Como temos sérias dúvidas em relação ao comprometimento do inimigo com seus acordos, incluindo o cessar-fogo, estamos prontos para responder com força”. A declaração foi divulgada pela TV estatal do Irã.

Segundo dados oficiais, os ataques contra o Irã deixaram ao menos 627 mortos, incluindo civis, e quase 4.900 feridos. Os ataques à prisão de Evin, em Teerã, na última segunda-feira (23) fizeram 71 vítimas fatais, entre funcionários, prisioneiros e familiares que visitavam os detentos, de acordo com o porta voz do Judiciário iraniano, Asghar Jahangir.

Os ataques retaliatórios do Irã contra Israel deixaram 28 mortos, segundo o governo israelense.

Com informações do Brasil de Fato

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