Início Brasil O Brasil fora do Mapa da Fome pela segunda vez é uma conquista que deve inspirar um novo consenso no País
Brasil

O Brasil fora do Mapa da Fome pela segunda vez é uma conquista que deve inspirar um novo consenso no País

Compartilhar
Compartilhar

O que foi conquistado em 2014 por Dilma e reconquistado por Lula em 2025 não pode mais ser destruído por choques neoliberais

O anúncio da retirada do Brasil do Mapa da Fome, feito com base no relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), representa uma vitória concreta contra a miséria imposta por anos de políticas neoliberais. Trata-se de um feito que confirma a eficácia de políticas públicas voltadas à proteção social e ao combate à desigualdade, como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, os restaurantes populares, o Fome Zero e a valorização do salário mínimo.

Esse avanço não se deve ao acaso. É resultado de um modelo de Estado ativo, que entende a fome como uma questão política e moral – e não como estatística. A conquista de 2025, sob o governo do presidente Lula, reverteu a tragédia provocada pela agenda de desmonte iniciada após o golpe parlamentar de 2016. Em 2014, o Brasil já havia deixado o Mapa da Fome sob a gestão da presidente Dilma Rousseff, após mais de uma década de ações coordenadas para erradicar a subalimentação. Dois anos depois, com a deposição ilegal do governo eleito, a destruição das políticas sociais tornou inevitável o retorno da fome.

O Brasil foi empurrado de volta ao Mapa da Fome em 2018, não por uma crise inevitável, mas por uma decisão política deliberada. A adoção de um modelo neoliberal radical pelo consórcio PSDB-MDB, que chegou ao poder sem votos, foi a origem direta do colapso social. A nova política de preços da Petrobras impôs miséria às famílias mais vulneráveis, os direitos trabalhistas foram destruídos, a valorização do salário mínimo foi abandonada e a proteção social foi desmontada em nome de um modelo predatório que só beneficiou o capital financeiro.

O choque neoliberal da era Temer-Bolsonaro provou, mais uma vez, ser uma máquina de moer os pobres. Sua lógica de concentração de renda, privatização do Estado e ataque sistemático aos direitos sociais produziu resultados objetivos: desemprego, inflação de alimentos, colapso da renda e o retorno da fome em um país com vastos recursos naturais e produtivos.

A reversão dessa tragédia, liderada por Lula em seu terceiro mandato, recoloca o Brasil em uma trajetória de reconstrução nacional. As políticas sociais foram retomadas, programas essenciais reativados e a fome voltou a ser tratada como prioridade de governo. A redução de 85% na insegurança alimentar entre 2023 e 2024, num esforço capitaneado pelo ministro Wellington Dias, é a prova de que combater a miséria exige vontade política, investimento público e ruptura com o receituário neoliberal.

A superação da fome deve se tornar cláusula pétrea do pacto civilizatório brasileiro. Nenhum projeto de país pode ser levado a sério enquanto houver brasileiros e brasileiras subalimentados ou famílias vivendo da caridade. O Brasil precisa consolidar um novo consenso nacional: o combate à fome e à desigualdade não é opcional – é obrigação do Estado.

A política de destruição promovida pelos neoliberais entre 2016 e 2022 não pode mais se repetir. A fome não foi um efeito colateral, mas sim a consequência inevitável de um projeto de poder excludente. E sua única resposta eficaz está na proteção social, na soberania alimentar e na valorização da vida. O Brasil que voltou a sair do Mapa da Fome em 2025 não pode mais aceitar retrocessos. Neoliberalismo nunca mais!

Com informações do brasil247

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

  • Vorcaro: da vida de ostentação à rotina de presidiário

    Vorcaro: da vida de ostentação à rotina de presidiário

    Dono do Banco Master cumpre, na penitenciária de Brasília, prisão preventiva ordenada pelo STF. Ele está no mesmo complexo de Marcola e outros líderes do PCC De uma vida de luxo e ostentação, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, passa a encarar agora a rotina de detento custodiado em um dos presídios de segurança…


  • Petróleo sobe 28% na semana

    Petróleo sobe 28% na semana

    Tensão em Ormuz faz preço do barril tipo Brent, utilizado como referência na maioria dos países, atingir US$ 92,72 O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo extraído globalmente, impactou diretamente os preços da commodity na primeira semana após a decisão da Guarda Revolucionária do Irã,…


  • Defesa confirma morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

    Defesa confirma morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

    Braço direito do banqueiro tentou se matar em carceragem da PF na última quarta-feira  defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, também conhecido como “Sicário” de Vorcaro, confirmou a morte do cliente no final da noite desta sexta-feira (6/3). Ele era o braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e tentou…


Compartilhar
Artigos Relacionados

Entenda o que muda no Brasil após acordo UE-Mercosul passar a valer

Acordo entre UE e Mercosul abre caminho para redução de tarifas e...

Receita Federal divulgará, no dia 16, quando começará o prazo para declarar Imposto de Renda

Contribuintes incluídos na faixa obrigatória terão que apresentar a declaração do Imposto...

Anac aprova multa de até R$ 17,5 mil para passageiros indisciplinados

Nova regra prevê punições para quem causar confusão em voos e até...

Mobilização nacional prende mais de 5 mil suspeitos de violência contra mulheres

Uma mobilização nacional das forças de segurança resultou na prisão de 5.238...