Congresso resiste a novas regras de fiscalização após operação da PF expor fraudes envolvendo o PCC
O avanço da fiscalização sobre fintechs reacendeu as tensões no Congresso Nacional. Segundo a coluna do jornalista Valdo Cruz, do g1,reportagem do g1, parte da classe política vinha atuando para barrar tanto a elevação de tributos quanto o aumento da supervisão sobre essas empresas digitais de serviços financeiros. Investigadores ressaltam, porém, que essa defesa não significa participação direta de parlamentares em crimes de lavagem de dinheiro, mas pode indicar que alguns deles mantêm investimentos nessas instituições, atraídos pelo alto retorno das aplicações.
A ofensiva do governo ganhou força com a megaoperação “Operação Carbono Oculto”, deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal e polícias Federal, Civil e Militar. A ação, realizada em dez estados, desmantelou uma rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que adulterava combustíveis e lavava recursos ilícitos por meio de fintechs. Os investigados são acusados de crimes fiscais, ambientais e econômicos.
De acordo com um assessor que acompanha as apurações, as empresas financeiras digitais vinham sendo usadas como esconderijo para movimentações suspeitas.
“As fintechs eram um paraíso para quem queria esconder suas aplicações financeiras. Agora, isso vai acabar e revelar quem está atuando de forma irregular nessas empresas”, afirmou.
As revelações aumentam a pressão sobre o Congresso, que há meses discute novas normas de regulação. Parte dos parlamentares resiste às medidas, mas integrantes da equipe econômica defendem que a fiscalização é essencial para coibir fraudes e dar mais transparência ao setor.
No início do ano, a Receita Federal já havia publicado uma instrução normativa obrigando fintechs a enviar dados detalhados das transações financeiras de seus clientes. A regra previa ainda que operações atípicas via Pix fossem comunicadas ao fisco. Para investigadores, a polêmica campanha contra o Pix registrada nos primeiros meses de 2025 pode ter sido articulada justamente para frear esse avanço da fiscalização.
Ainda conforme a reportagem, a resistência política está associada também à proximidade entre parlamentares e instituições financeiras digitais. A defesa feita por essas lideranças pode estar ligada à preservação de investimentos pessoais, o que ajuda a explicar a tensão crescente em Brasília.
Com informações da brasil247
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