Acordo de Cooperação Técnica prevê a identificação de iniciativas globais de sucesso e a adequação delas à realidade nacional
Ascom/MMulheres

“As mulheres são as que mais protegem o meio ambiente e os animais, mas qual é o custo financeiro, político e emocional para nós? Precisamos ter essas respostas e reunir pesquisas e dados para entrar com o nosso lugar de fala no debate da justiça climática”, defende a ministra das Mulheres
Dando sequência aos trabalhos com foco no impacto que as mudanças climáticas exercem sobre as mulheres, o Ministério das Mulheres assinou nesta semana um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o instituto de pesquisa WRI Brasil. A parceria prevê a realização de estudos e ações para analisar a justiça climática e igualdade de gênero, além disso prevê a identificação de iniciativas globais de sucesso e a adequação delas à realidade nacional.
Com insumos técnicos e científicos, bem como o engajamento de atores do segmento, a colaboração promoverá comunidades práticas e capacitação, no âmbito do Plano Clima. O documento foi assinado pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e pela diretora-executiva da WRI Brasil, Mirela Sandrini.
Segundo o MMulheres, o protagonismo político das mulheres na justiça climática é um dos pilares para o desenvolvimento da pesquisa, ressaltando a importância delas na preservação do meio ambiente. “As mulheres são as que mais protegem o meio ambiente e os animais, mas qual é o custo financeiro, político e emocional para nós? Precisamos ter essas respostas e reunir pesquisas e dados para entrar com o nosso lugar de fala no debate da justiça climática, do desenvolvimento e da economia sob a perspectiva da mulher”, afirmou a ministra Cida Gonçalves durante a assinatura do acordo, que também contou com a presença da secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guarezi.
A diretora-executiva da WRI Brasil, Mirela Sandrini, ressalta a relevância para o Brasil de trazer essa pauta com recorte de gênero. “Essa parceria abre duas possibilidades importantes: a primeira é de qualificar as informações: já sabemos qual é o problema, mas trabalhando com dados e números entendemos a causa e também entregamos a solução. E a segunda, do Brasil estar um passo à frente na discussão climática; enquanto o mundo discute sobre a transição justa, nós levamos o debate da justiça climática relacionado com a política e mulheres”, afirmou Sandrini.
COP 30
Em novembro deste ano, o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), onde líderes mundiais, cientistas, organizações e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima.
O Ministério das Mulheres realiza parceria com a WRI Brasil para coletar dados e buscar soluções para as mudanças climáticas, colocando a mulher no papel de destaque no Plano Clima. “Com o resultado desses estudos da WRI Brasil, poderemos chegar na COP 30 com dados e informações sobre o papel da mulher na justiça climática e promover um debate para o Plano Clima. Precisamos colocar as mulheres como protagonistas na discussão e a COP 30 é a oportunidade para levar esse debate a nível mundial, pois se as mulheres não tiverem a iniciativa, ninguém vai ter”, afirmou a ministra.
Plano de Ação
O plano de ação da parceria entre o MMulheres e o WRI Brasil se debruça em três eixos de atuação: estudos técnicos com relação gênero e clima; criação de comunidade prática sobre justiça climática e igualdade de gênero; e assessoria para negociação internacional e aplicação de práticas em nível nacional.
No primeiro eixo, os estudos vão desde a análise do custo do trabalho feminino não-observado na preservação ambiental até o mapeamento do financiamento para ações climáticas com ênfase em gênero. Já o segundo busca facilitar a identificação e engajamento com outros níveis governamentais e internacionais, com apoio técnico e recomendações do Ministério das Mulheres e do WRI Brasil para a implementação do plano de ação à luz de experiências globais.
Por fim, no eixo de assessoria para negociação está a condução de reuniões com compartilhamento de informações sobre a diplomacia climática no que tange os temas relacionados à igualdade de gênero e à avaliação do impacto no Plano Clima nesta perspectiva.
Transparência
O ACT terá validade de 24 meses e 60 dias. Após o término será apresentado o Relatório Técnico de Execução do Objeto, que conterá a descrição das ações desenvolvidas e o alcance dos resultados esperados; documentos de comprovação da realização das atividades, entre outros critérios.
WRI Brasil
O instituto de pesquisa atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções para que as pessoas tenham o essencial para viver, para proteger e restaurar a natureza, pelo equilíbrio do clima e por comunidades resilientes.
Da Redação do Elas por Elas, com informações do Ministério das Mulheres
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