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Salles x Mourão: A rivalidade subterrânea em torno do combate ao desmatamento na Amazônia

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Um pesado clima de racha vem sendo construído entre  Ricardo Salles, ministro do meio-ambiente, e o vice-presidente Hamilton Mourão.  Aos poucos leves atritos e discordância sobre as políticas na Amazônia,  demarcação de terras e a exploração das terras indígenas. No começo desse mês, dia 07, Mourão criticou o monitoramento dos incêndios na Amazônia, feita por Salles, mas não pode fazer nada pois também não acredita que haja desmatamento na Amazônia

O meio ambiente é um assunto que sempre rende muitas polêmicas e debates. No Brasil, onde há ao todo 6 biomas diferentes, e um deles, sendo o disputado bioma da Amazônia. A região é historicamente um local de disputa. A internacionalização da Amazônia é debatida desde os anos de 1970, ainda no começo do movimento de Chico Mendes em torno da questão ambiental. 

Na Amazônia, o mundo inteiro vem brincar de Marechal Rondon e Indiana Jones, isso é fato. A tentação é imensa.

O documentário alemão “O Fórum”, que registrou o clima dentro do seminário anual de economia realizado em Davos na Suíça em 2019, gerou polêmica por mostrar uma cena de um encontro inusitado. 

O documentário mostrou como ninguém queria ficar perto de Bolsonaro e nem falar com ele no encontro, mas estavam todos falando dele. Mas alguém falou com ele. E é impressionante que quem tenha tido a “coragem” de trocar uma prosa com o presidente do Brasil tenha sido um dos maiores expoentes do movimento ambientalista e do partido Democrata, Al Gore: 

O engraçado é que Al Gore ao conversar com Bolsonaro saúda a Amazônia e diz que é amigo do grande ambientalista Alfredo Sirkis, que faleceu esse ano em um acidente de carro. Bolsonaro e sua comitiva fazem cara feia. Afinal, como ele diz ao longo do vídeo, estariam eles em lados opostos. Acontece que Alfredo Sirkis, um dos fundadores do Partido Verde, lá nos anos 1990, combateu na ditadura militar no lado oposto ao de Bolsonaro, sendo membro do Vanguarda Popular Revolucionária.

O que estaria por traz dessa cordialidade de Al Gore com Bolsonaro? O presidente termina o vídeo dizendo que “gostaria bastante de explorar a Amazônia junto com os EUA”, gerando um clima pesado em Al Gore que buscava o típico discurso de “precisamos salvar a Amazônia e as florestas”. 

É direto ao ponto. Afinal de contas, exploração pode ser domínio cultural ou exploração dos recursos materiais, que são imensos disponíveis na nossa floresta tropical.  

Outro documentário, o “Planeta dos Humanos”, feito sobre essa questão ambiental recentemente, é do cineasta Michael Moore, que já falamos aqui no Gambiarra antes.  Nele, há uma desconfiança sobre os movimentos verdes e empreendimentos comprados como uma forma de “laranja” para lavar o dinheiro sujo de grandes empresas. Existiam então diversos setoriais verdes, acordos bilaterais de companhias maiores poluentes com companhias menores. 

Essas empresas quando multadas por alguma questão ambiental, investiriam em uma forma de marketing de gerenciamento de imagem, contratando empresas de carácter verde e de inovação para poder eles mesmos controlarem as iniciativos de pesquisa nas áreas ambientais e de combustíveis renováveis.

 A polêmica entre Ricardo Salles e General Mourão começa por aí: marketing. Em primeiro lugar, os dois são de partidos pequenos, o Ricardo Salles é (ou era) do Partido Novo e o Mourão é membro do PRTB. Alfredo Sirkis, um dos fundadores do PV (Partido Verde) foi um secretário municipal de César Maia (atualmente do DEM, e pai de Rodrigo Maia), partido do famoso “centrão” político. Talvez isso explique o porquê de Bolsonaro tratar Al Gore bem. Pois o DEM governa com Bolsonaro e votaram em peso a favor da saída de Dilma. 

Ricardo Salles, que já apareceu na política com polêmicas frases e com mentiras em seu currículo é partidário da mais absoluta liberação total da exploração de recursos, inclusive defende que a exploração de terras, mesmo de reservas indígenas.  A questão aqui não é só a terra. É a tentativa de conversão dos índios em “empreendedores”.

Em fevereiro, o antropólogo Edwaid Luz, ligado a Ricardo Salles, foi preso ao tentar impedir uma fiscalização do Ibama em terra indígena do Pará. Edwaid alegava que estava ali para cumprir um acordo firmado entre o ministro Ricardo Salles e o MPF contra destruição de “patrimônio de população em situação de fragilidade”. Já os militares, afirmam que Edwaid estava invadindo terras indígenas.

O que quer dizer que ele poderia estar roubando alguma pedra preciosa ou metal, ou animal exótico. Para Salles, não importa que seja o agronegócio a principal receita do país e acha que ruralistas podem ajudar no combate ao desmatamento. Ele quer que a exploração seja total para os aproveitadores locais, já Mourão diz defender a floresta, mas na verdade, o que pretende é defender os interesses dos EUA e do patrimonialismo das grandes lavouras que precisam que a floresta continue floresta. 

Já General Mourão representa os interesses do ministério da economia, fazenda e do próprio centrão alijado no DEM. Eles querem “preservar” a Amazônia como uma missão de proteção ao colchão de proteção natural necessário para pecuaristas das terras continuem explorando a terra sem que os números alarmem. Ou seja, a noção de preservação como patrimonialismo, como se o índio fosse um objeto. 

Vendo o lucro do agronegócio e da privatização dos recursos hídricos é que entendemos o motivo de tantas nações quererem ocupar a Amazônia, com boas intensões ou não. 

Na última sexta-feira (28), o ministério do meio ambiente anunciou um corte de 60 bilhões e o cancelamento das iniciativas de combate ao desmatamento na Amazônia, inciativa que atingiria diretamente Mourão que coordenada o fracassado Conselho da Amazônia Legal.

Isso por culpa do próprio Mourão, que não foi muito inteligente ao minimizar o desmatamento e dizer que havia que era falsa a polêmica em torno da Amazônia, com medo de perder o acordo com a União Europeia. Se ele fosse inteligente, ele teria que dizer que iria resolver. Só que os militares não gostaram do ataque velado a Mourão e ao fundo da Amazônia, e o o corte foi suspenso e senso selado com uma declaração de Mourão dizendo que Salles “se precipitou”. Aguardem os próximos capítulos, pois essa briga vai continuar.

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