Após chacina policial que deixou 121 mortos no Rio, presidente da Câmara defende investimentos em educação e tecnologia para reduzir a violência
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a segurança pública “não pode ser vista apenas como uma ação repressiva do Estado”. A declaração foi feita após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos na última terça-feira (29).
Motta destacou que o país precisa adotar uma política de segurança mais abrangente, que vá além do enfrentamento armado. “A segurança deve ser uma política ampla, que reconhece as dimensões sociais e econômicas na origem da violência”, afirmou o presidente da Cãmara á CNN Brasil, de acordo com O Globo.
Investimento em inteligência e prevenção
Segundo o parlamentar, o Brasil precisa investir em áreas estratégicas para reduzir a criminalidade de forma sustentável. “Educação, inteligência e tecnologia são essenciais para proteger a sociedade e aqueles que arriscam suas vidas diariamente para garantir a ordem e a paz”, declarou.
Hugo Motta destacou ainda que, durante seus oito meses de gestão à frente da Câmara, foram aprovadas mais de 40 proposições voltadas à segurança pública. As medidas incluem o fortalecimento das forças policiais e o aprimoramento de políticas de prevenção à violência.
Nova lei contra o crime organizado
Enquanto o Congresso debate novas ações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que amplia o combate ao crime organizado. A norma tipifica dois novos crimes para punir a obstrução de investigações, determina o envio de suspeitos a presídios de segurança máxima e reforça a proteção a autoridades que atuam na área.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também anunciaram a criação de um escritório conjunto para o combate ao crime organizado no estado. A decisão veio após divergências públicas entre os dois sobre a recente operação policial.
Governadores articulam ação conjunta
Governadores de perfil conservador manifestaram apoio a Cláudio Castro. Entre eles estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; e Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso.
O grupo realizou uma videoconferência para debater estratégias conjuntas e planeja um encontro presencial no Palácio Guanabara, no Rio. A reunião deve contar também com a presença de Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (União Brasil).
*Com informações do Brasil 247
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