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Justiça dos EUA libera novos documentos do caso Epstein

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Departamento de Justiça libera documentos, vídeos e imagens após meses de pressão por transparência sobre investigação de caso Epstein

Departamento de Justiça dos Estados Unidos concluiu a análise dos registros relacionados a Jeffrey Epstein e divulgou, nesta sexta-feira (29/1), milhares de documentos ligados à investigação contra o financista acusado de tráfico sexual. O anúncio foi feito pelo vice-procurador-geral Todd Blanche, durante coletiva de imprensa.

Segundo Blanche, a nova leva de arquivos inclui mais de 3 milhões de páginas, além de cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens.

Com isso, o total de documentos divulgados pelo governo federal sobre o caso chega a aproximadamente 3,5 milhões de páginas, conforme a legislação de transparência vigente.

Em fala à imprensa, ele afirmou que o volume expressivo de material representa um esforço para encerrar um impasse que se arrasta há meses entre o Departamento de Justiça, juízes federais e parlamentares, sobre a forma e o alcance da divulgação dos documentos da investigação.

Críticos acusam o Departamento de Justiça — e a própria procuradora-geral Pam Bondi — de não cumprir plenamente as promessas de transparência feitas em relação ao que foi apurado sobre o suposto esquema de tráfico sexual liderado por Epstein.

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Material explicito e censuras

Os novos lotes de documentos foram disponibilizados com um aviso exigindo a confirmação de que o usuário tem 18 anos ou mais.

O vice-procurador-geral alertou que parte do conteúdo inclui material explícito, como pornografia comercial, além de imagens apreendidas dos dispositivos de Epstein que não foram necessariamente produzidas por ele ou por pessoas de seu círculo próximo.

Ao detalhar a divulgação mais recente, Todd Blanche explicou que parte significativa do material passou por censuras. De acordo com ele, houve extensas redações em fotos e vídeos para proteger a identificação pessoal das vítimas.

Todas as mulheres que aparecem nas imagens tiveram seus rostos e nomes ocultados, com exceção de Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein já condenada pela Justiça.

Blanche também reforçou que a simples menção de nomes nos arquivos não implica, por si só, envolvimento em atividades ilegais.

Questionado sobre o impacto da divulgação para vítimas e sobreviventes, o vice-procurador-geral reconheceu a frustração manifestada por algumas delas.

“As vítimas de Epstein passaram por uma dor indescritível”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é de que o trabalho realizado nos últimos meses ajude a trazer algum tipo de desfecho para quem foi afetado pelos crimes.

Com informações do Metrópoles

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