“Chega de impunidade”: Erika Kokay cobra punição a golpistas e critica Bolsonaro

Ao destacar as provas contundentes deflagradas pela investigação, a deputada repreendeu duramente quem minimizou a gravidade dos atentados de 8 de janeiro

Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF)

Durante discurso na Câmara dos Deputados, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) denunciou a tentativa de golpe de Estado no Brasil e reforçou a importância da defesa do Estado Democrático de Direito. Em sua fala a parlamentar relembrou os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

“Houve uma tentativa de golpe neste País que sofreu várias etapas”, afirmou Kokay. “O Brasil assistiu à destruição da sede dos Três Poderes; o Brasil viu a Constituição ser absolutamente vilipendiada”.

Ao destacar as provas contundentes deflagradas pela investigação, a deputada repreendeu duramente quem minimizou a gravidade dos atos. “Foram mais de mil celulares analisados, foram milhões de mensagens analisadas. E não resta nenhuma dúvida de que há materialidade e provas concretas, de que se tentou tirar do Brasil a própria democracia.”

Atos golpistas

Kokay ainda lembrou a condenação de uma manifestante envolvida nos ataques de 8 de janeiro, reforçando que as penas foram baseadas em provas. “Ela foi condenada por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por tentativa de golpe de Estado, por dano qualificado com violência, por associação criminosa armada e por deterioração de patrimônio tombado. Existem provas, existe materialidade.”

Punhal verde e amarelo

Em discurso, a parlamentar destacou a Operação Punhal Verde e Amarelo, um plano para assassinar o presidente eleito, o vice-presidente e o ministro do Supremo Tribunal Federal. “A delação premiada indicou um caminho e foi confirmada por fatos, por provas, por mensagens que foram capturadas”, disse Erika. “Ali ele dizia: ‘Estou às ordens. Até quando eu tenho que ficar aqui?’ Ele também dizia que era o seu soldado, o que indicava que os acampamentos faziam parte dessa construção para destruir o processo eleitoral e a democracia”.

A deputada expôs a estrutura desse esquema que contava com financiadores, incitadores e ainda, “aqueles que engendraram, que pisotearam esta Nação durante o governo do inelegível, hoje réu”.

Criminoso

Além disso, Erika Kokay aproveitou o momento para pontuar outros crimes dos quais o ex-presidente inelegível é acusado. “É um homem honesto que roubou joias do Brasil. É um homem honesto, mas foi no avião da Presidência da República que se descobriu aquela quantidade de drogas. É um homem honesto que tentou atentar contra a democracia e retirar do povo brasileiro o direito de escolher os próprios governantes, ironizou”.

Presidenta Dilma

A deputada também defendeu o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, alvo de ameaças. “Queriam assassinar ministro Alexandre de Moraes, que foi indicado por Michel Temer, que assumiu a presidência em função do golpe que foi dado por eles mesmos em Dilma Rousseff”.

Sem anistia

Por fim, Kokay criticou as tentativas de reescrever os fatos em nome da impunidade. “Chega de tentar enganar a Nação e chega de tentar à força estabelecer uma anistia que é, na verdade, impunidade”, declarou. Ela condenou as tentativas de interferência no Judiciário, lembrando que “eles querem dizer quem deve julgar e escolher os ministros do Supremo”.

De acordo com a petista, a violência da ditadura não deve ser tratada com qualquer transigência. Erika encerrou seu discurso com o apelo por justiça e pela preservação da democracia: “Por isso, nós estamos aqui para dizer: viva a democracia de Eunices, Marias e Clarices”.

Com informações do PT Org

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