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Governo quer análise rápida da isenção de IR no Senado

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Na quarta, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o projeto. Planalto quer as mudanças valendo já em 2026

O governo Lula (PT) tenta imprimir velocidade à análise do projeto de mudanças no Imposto de Renda (IR) no Senado, após aprovação unânime na Câmara dos Deputados. O texto recebeu 493 votos favoráveis e nenhum contrário. A expectativa é que esse placar sirva de desestímulo a movimentos de resistência na Casa Alta.

Segundo o jornal O Globo, a proposta foi enviada ao Congresso em março e passou por quase sete meses de debates antes de avançar. O objetivo do Palácio do Planalto é garantir que as alterações passem a valer já na declaração de 2026, em pleno ano eleitoral. Para isso, o Senado precisa aprovar o texto até dezembro, em um prazo de aproximadamente dois meses.

Mudanças previstas no projeto

O texto aprovado amplia a faixa de isenção do IR para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. Atualmente, a isenção vale apenas para quem ganha até R$ 3.036 — valor equivalente a dois salários mínimos. Além disso, a proposta reduz a cobrança para a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

Em contrapartida, o projeto estabelece uma alíquota mínima de 10% para rendimentos superiores a R$ 50 mil por mês. Na prática, trata-se de uma sobretaxa para os mais ricos, mecanismo que bancará a expansão da faixa de isenção.

Sinal verde no Senado

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, demonstrou confiança no andamento da pauta no Senado e destacou a postura do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). “Acho que o Senado vai seguir o caminho da Câmara. Tem uma receptividade muito grande no Congresso”, afirmou Gleisi, durante a votação na Câmara.

Ainda não há relator designado, mas o governo aposta em um processo sem sobressaltos. O otimismo se reforça porque um projeto semelhante já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Pressão política e histórico no Congresso

Na semana anterior, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) conseguiu avançar na CAE com uma versão inspirada em um projeto de 2019, apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que estava engavetado. A movimentação foi vista como forma de pressionar a Câmara a se posicionar.

Apesar desse histórico, o texto que conta com apoio integral do governo é o relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), aprovado nesta quarta-feira (1º) pela Câmara. Agora, a corrida é para que o Senado não repita os sete meses de discussão dos deputados e conclua a tramitação até o fim do ano.

Com informações do brasil247

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