O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou neste sábado, 3 de janeiro de 2026, uma nota oficial em que condena a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirma que a operação “se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”. No texto, a legenda denuncia o bombardeio em Caracas como uma ruptura grave dos princípios do direito internacional e alerta para os riscos de instabilidade em toda a América do Sul.
Logo no início, o PT afirma que os acontecimentos deste sábado representam um salto dramático na crise, que, segundo a legenda, vinha se agravando desde setembro, com “declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares”. Para o partido, a ação norte-americana tem motivações “políticas e econômicas” e coloca em risco a paz regional.
“Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI”, afirma o documento. Na avaliação do PT, a captura do chefe de Estado venezuelano por forças estrangeiras rompe fundamentos básicos da convivência internacional e amplia a tensão no continente.
O partido ressalta ainda que o conflito não é apenas um tema externo, mas uma preocupação direta do Brasil, que divide cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela. “O conflito representa uma séria preocupação para o Brasil (…) e para a região como um todo”, diz o texto, ao advertir para possíveis impactos humanitários e políticos decorrentes de uma ação militar em país vizinho.
Ao defender que “a América Latina deve permanecer como uma zona de paz”, o PT reafirma princípios tradicionais da política externa brasileira, como a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania dos povos. O documento indica que a escalada militar liderada por Washington contraria esses fundamentos e reforça a necessidade de uma resposta multilateral.
Como saída para a crise, o partido defende que qualquer solução seja construída no âmbito das organizações multilaterais, especialmente a Organização das Nações Unidas (ONU). A legenda sustenta que é nesse espaço que devem ocorrer as negociações e a busca por mecanismos de estabilização, envolvendo tanto os países diretamente afetados quanto os demais Estados da região.
A nota é assinada em Brasília, pela Secretaria de Relações Internacionais da Comissão Executiva Nacional do PT, e conclui reiterando que soberania, solução pacífica e respeito ao direito internacional são caminhos indispensáveis para preservar a estabilidade da América Latina.
Íntegra da nota do PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama.
Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional. Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares.
Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.
Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz.
A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.
Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.
Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.
Brasília, 3 de janeiro de 2026.
Originalmente publicado em Brasil247
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