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Hamas não vai entregar armas até que o exército nacional palestino seja criado, diz porta-voz

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Movimento palestino aceita cessar-fogo proposto por Trump, mas condiciona desarmamento à criação de um Estado soberano com exército próprio

O Hamas aceitou partes da proposta de cessar-fogo de Donald Trump para Gaza, mas rejeitou a entrega de armas, condicionando-a à criação de um Estado palestino soberano com exército próprio. O movimento defende que a resistência continuará enquanto houver ocupação e que a governança deve ser decidida por todo o povo palestino.

O acordo do movimento palestino Hamas com a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para um cessar-fogo na Faixa de Gaza não abrange a entrega de armas da resistência, o que só será possível após o estabelecimento de um Estado palestino de pleno direito com um exército nacional, disse o porta-voz do Hamas no Líbano, Walid Kilani, à Sputnik.

“O Hamas nunca considerou entregar suas armas e nunca vinculou seu consentimento aos termos do acordo a essa questão. Nossa posição é clara e firme: enquanto a ocupação continuar, a resistência também continuará. A entrega de armas só será possível após o estabelecimento de um Estado palestino de pleno direito, com poderes de decisão e um exército nacional capaz de proteger o povo palestino”, disse Kilani.

O ponto principal da proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, continua sendo o cessar-fogo na Faixa de Gaza, com a resistência palestina disposta a discutir as outras condições, acrescentou o porta-voz.

“O ponto central enfatizado pelo movimento é um cessar-fogo, enquanto outros detalhes podem ser discutidos e acordados. Portanto, o acordo sobre um cessar-fogo também inclui uma cláusula que proíbe o deslocamento de palestinos de suas terras”, disse Kilani.

A questão da governança da Faixa de Gaza deve ser decidida por toda a nação palestina, não apenas pelo movimento Hamas, acrescentou Kilani. “O acordo sobre certos pontos do plano de Washington foi alcançado apenas na medida em que atendem às demandas e aspirações do povo palestino, sem afetar outros princípios — em particular, a questão do desarmamento e do controle da Faixa de Gaza, já que esta decisão pertence a todo o povo palestino, não apenas ao movimento Hamas”, disse ele.

*Com informações do Brasil 247

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