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Trump congela verbas para estados democratas e acirra impasse no Congresso sobre paralisação federal

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Medida atinge bilhões em infraestrutura, preocupa republicanos moderados e ameaça comprometer negociações para encerrar o impasse no Congresso

O congelamento de verbas federais por Donald Trump para estados democratas gerou tensão no Congresso, com republicanos moderados temendo prejuízos à negociação para encerrar a paralisação do governo, que já dura quatro dias. A medida afeta bilhões em infraestrutura e amplia divisões políticas.

O congelamento de verbas federais para estados democratas por ordem do presidente norte-americano Donald Trump gerou preocupação entre republicanos moderados no Congresso, que temem que a medida dificulte o fim da paralisação do governo. De acordo com a Reuters, o senador Thom Tillis alertou que ações punitivas podem minar a confiança entre os partidos e afastar ainda mais um acordo bipartidário.

A paralisação entrou em seu quarto dia, tornando-se a quinta mais longa da história dos EUA. Trump ameaçou cortes irreversíveis e já bloqueou US$ 28 bilhões (cerca de R$ 149,4 bilhões) em infraestrutura para Nova York, Califórnia e Illinois. Paralelamente, aliados republicanos provocaram democratas nas redes sociais, gerando críticas mesmo dentro do próprio partido.

Tillis, que anunciou aposentadoria após desentendimentos com Trump, espera que a Casa Branca coordene esforços com líderes do Congresso para aprovar um projeto de financiamento temporário até 21 de novembro. No entanto, o presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu a postura de Trump, afirmando que ele busca pressionar os democratas para reabrir o governo.

Os democratas rejeitaram quatro vezes o projeto de financiamento, exigindo a manutenção dos subsídios à saúde e proteção contra cortes arbitrários de verbas. Tillis alertou que ações do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) podem comprometer acordos futuros, ao minar a credibilidade das negociações.

Sem consenso, o Senado suspendeu atividades após falhar em aprovar uma medida de financiamento, indicando que a paralisação pode se estender. A continuidade do impasse ameaça serviços essenciais, como o controle de tráfego aéreo, e aumenta a pressão sobre os parlamentares para encontrar uma solução.

A senadora republicana Lisa Murkowski criticou o uso político da paralisação, pedindo que o governo evite medidas punitivas contra regiões específicas. Ela e outros correligionários alertaram para os riscos de aprofundar divisões políticas num momento já tenso para o país.

A senadora Susan Collins também condenou os insultos entre os partidos, destacando que ambos os lados devem focar nos fatos e trabalhar para encerrar a paralisação.

*Com informações do Brasil 247

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