Apoiadores do presidente venezuelano Nicolás Maduro foram maioria em uma manifestação realizada em frente a um tribunal de Nova York, nos Estados Unidos. O ato reuniu dezenas de militantes solidários ao governo da Venezuela, que se posicionaram de forma contundente contra a política norte-americana em relação ao país sul-americano e ao seu chefe de Estado, enquanto um grupo menor de opositores também esteve presente no local.
Segundo a Reuters, o clima foi marcado por tensão pontual entre os dois grupos. Em um dos momentos mais acirrados, um ativista anti-Maduro abordou um apoiador do presidente venezuelano e arrancou uma pequena bandeira da Venezuela que estava enrolada em sua manga, gritando que ele não teria conhecimento da realidade do país.
Os manifestantes favoráveis a Maduro denunciaram o que classificam como uma campanha de desinformação e ingerência externa. Entre eles estava Sherry Finkelman, de 80 anos, professora aposentada e integrante do Partido Mundial dos Trabalhadores, que afirmou que o protesto tinha como foco a defesa da soberania venezuelana. “Estamos indignados com o que os EUA fizeram ao chefe de Estado, o chefe de Estado legitimamente eleito da Venezuela. Ele não é um ditador”, declarou.
Finkelman também criticou a forma como o governo venezuelano é retratado no discurso político e midiático internacional. “Você vê a propaganda, eles convencem as pessoas de que esse homem foi chamado de ditador pelos EUA, então eles têm uma desculpa para entrar e se apoderar dos recursos do país. Eles são muito descarados quanto a isso”, afirmou a militante, sob aplausos de outros participantes do ato.
Do lado opositor, um pequeno grupo de imigrantes venezuelanos também se manifestou. Alejandro Rojas, de 51 anos, cientista de dados que vive nos Estados Unidos desde 2017, afirmou que a prisão de Maduro lhe trouxe expectativas de retorno ao país de origem. “É muito emocionante poder reencontrar a família, poder ter meu país de volta. Não entendo, aquelas pessoas estão protestando e nem são venezuelanas. Elas não fazem ideia do que é isso”, disse.
Apesar da presença de vozes divergentes, o ato foi marcado principalmente pela expressiva participação de apoiadores de Maduro, que transformaram a manifestação em um espaço de denúncia contra a política externa dos Estados Unidos e de defesa da Venezuela diante do que consideram ataques à sua soberania e ao seu processo político interno.
Originalmente publicado em Brasil247
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