O Brasil se manifestará na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) marcada para esta segunda-feira (5), em Nova York, convocada para discutir a agressão militar dos Estados Unidos em território venezuelano. O encontro ocorre após um ataque conduzido pelas forças norte-americanas que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levados para os Estados Unidos, onde devem se apresentar nesta segunda-feira à Justiça.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Sergio Danese, representante permanente do Brasil junto à ONU, deverá se pronunciar em nome do país durante a sessão do Conselho.
Embora não seja membro permanente do Conselho de Segurança, o Brasil participará do debate com base na regra 37 do regimento interno do órgão, destaca reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. O dispositivo autoriza Estados-membros da ONU a se manifestarem em discussões quando o tema em pauta envolver diretamente seus interesses. Dessa forma, o governo brasileiro poderá expor sua posição oficial sobre a agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela.
O Itamaraty não antecipou o conteúdo da fala de Danese, mas indicou que o posicionamento seguirá a linha já adotada pelo governo federal, que condenou publicamente a ação militar em Caracas. A expectativa é de que o representante brasileiro reforce a defesa da soberania venezuelana e critique o uso da força sem aval multilateral.
No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou sobre o episódio e condenou a atuação do governo de Donald Trump em território venezuelano. Em publicação na rede social X, Lula afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu o presidente.
Lula também defendeu uma resposta firme da comunidade internacional por meio das Nações Unidas. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), precisa responder de forma rigorosa”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.
Originalmente publicado em Brasil247
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