Os Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda-feira (5), as acusações de que estariam promovendo uma guerra contra a Venezuela ou seu povo. A posição foi apresentada pelo embaixador norte-americano nas Nações Unidas, Mike Waltz, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada para discutir a crise venezuelana após a captura de Nicolás Maduro.
Em sua fala, o diplomata buscou diferenciar a ação conduzida pelos Estados Unidos de uma operação militar convencional, destacando que, segundo Washington, trata-se de uma iniciativa de aplicação da lei.
“Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país. Esta foi uma operação de aplicação da lei”, afirmou Waltz ao se referir à incursão na qual Maduro foi sequestrado. O embaixador também declarou que o processo judicial seguirá os trâmites legais nos Estados Unidos. “As provas esmagadoras de seus crimes serão apresentadas abertamente nos procedimentos judiciais em tribunais dos EUA”, disse.
Ao mencionar a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Waltz sustentou que o governo norte-americano tentou esgotar as vias diplomáticas antes da ação. “Quero reiterar que o presidente Trump deu uma chance à diplomacia. Ele ofereceu a Maduro múltiplas saídas. Ele tentou desescalar. Maduro se recusou a aceitá-las”, declarou.
O embaixador acrescentou que os Estados Unidos pretendem manter sua linha de atuação em relação à Venezuela. Segundo Waltz, o país não recuará em suas ações para “proteger os americanos do flagelo do narcoterrorismo” e afirmou que Washington “busca paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”.
A manifestação americana ocorre em meio a fortes críticas de outros membros do Conselho de Segurança, como Rússia e China, que classificaram a ação dos Estados Unidos como ilegal e uma violação do direito internacional, aprofundando o impasse diplomático em torno da crise venezuelana.
Originalmente publicado em Brasil247
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