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Manifestantes no mundo exigem libertação de Maduro e rejeitam intervenção dos EUA

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais

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Milhares de pessoas organizaram manifestações em diversas cidades ao redor do mundo para exigir a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, após a sua captura pelos Estados Unidos no início de janeiro de 2026. A mobilização global foi registrada por TeleSUR, que compilou imagens e relatos de atos em diferentes continentes mostrando repúdio à intervenção militar e às ações do governo norte-americano.

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais. Em frente a consulados e em praças públicas, participantes levantaram cartazes com slogans contrários à “agressão imperialista” e clamaram pelo retorno imediato de Maduro e Cilia Flores ao poder em Caracas.

No Brasil, movimentos populares e coletivos de esquerda disseram que a detenção do presidente venezuelano representa uma violação dos princípios de soberania e autodeterminação dos povos. Em São Paulo, manifestantes concentraram-se em frente ao Consulado dos Estados Unidos, enquanto em outras cidades brasileiras faixas e bandeiras reforçavam a exigência de respeito à ordem democrática na Venezuela.

Em Londres, membros da seção britânica da Internacional Antifascista (AFI) reuniram mais de mil pessoas em frente à Downing Street. No ato, participantes destacaram a importância da solidariedade internacional e criticaram o que definiram como apoio do governo britânico à agressão estadunidense, bem como o papel de potências estrangeiras no contexto regional.

Os manifestantes também pediram a devolução de ativos venezuelanos, como ouro mantido em instituições financeiras estrangeiras, e exigiram que governos respeitem o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Para os organizadores das mobilizações, as ações dos Estados Unidos constituem uma afronta direta à soberania da Venezuela e um ataque aos princípios de autodeterminação. As mobilizações foram parte de uma onda de protestos que também incluiu atos em outros países da Europa, América Latina e Estados Unidos.

Em Nova York, apoiadores de Maduro se concentraram em frente a tribunais federais, denunciando o processo judicial e a intervenção militar, enquanto opositores ao governo venezuelano organizaram protestos paralelos com posições divergentes sobre o futuro político da Venezuela.

Originalmente publicado em Brasil247

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