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Conduzida por Lula, cúpula de chefes de Estado da COP30 começa nesta quinta

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Presidente brasileiro é anfitrião desta edição e busca avançar no enfrentamento às mudanças climáticas

Chefes de Estado se reúnem nesta quinta-feira (6) e sexta-feira (7) em Belém (PA) para realização da cúpula que definirá o tom das negociações da COP30. O evento, conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerra as discussões preparatórias antes da abertura oficial da conferência climática, no dia 10.

A escolha de Belém como sede da COP30 teve um sentido simbólico importante, como relata o presidente. “Quando decidimos trazer a COP para o estado do Pará, para a cidade de Belém e para a Amazônia, a primeira coisa que nós fizemos foi assumir um desafio contra pessoas que acreditavam que a gente não poderia fazer uma COP na Amazônia. A gente já sabia das condições do estado, sabia das condições da cidade. E a gente decidiu fazer aqui porque a gente não queria comodidade. Nós queríamos desafios. E nós queríamos que o mundo viesse conhecer a Amazônia”, explicou.

Com 143 delegações e 57 chefes de Estado, além de representantes de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial, o encontro deve estabelecer os parâmetros para os acordos nas diversas áreas que serão tema de discussão.

Entre os líderes confirmados estão o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, não vão participar da COP30.

O encontro ocorre antes da Conferência do Clima da ONU, cujas negociações vão ocorrer entre os dias 10 e 21 de novembro, no mesmo local. A mudança foi justificada como uma forma de ampliar o tempo e o espaço de discussão dos acordos.

Os chefes de Estado e os representantes das delegações começam a chegar à zona azul, espaço das negociações formais, a partir das 7h. O presidente brasileiro vai conduzir as discussões e será o primeiro a discursar, por volta das 10h30. Nos últimos dias, Lula não escondeu seu otimismo com a COP30. “Tenho certeza de que nós vamos fazer a melhor COP de todas as COPS já realizadas até hoje. Nós já fizemos o melhor G20, já fizemos o melhor Brics, e vamos fazer a melhor COP de todas”, afirmou.

Nesta quinta, terá início a Plenária Geral dos Líderes, que se desenrola ao longo de todo o dia, onde os chefes de delegação farão uso do púlpito do Salão Plenário para proferir seus discursos formais sobre clima.

Por volta do meio-dia, o presidente Lula oferece um almoço do Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com o objetivo de comprometer os líderes dos países com a preservação das florestais tropicais a partir de investimentos no TFFF.

A partir das 15h terá início a Sessão temática 1 – Clima e Natureza: Florestas e Oceanos, também presidida por Lula. Neste espaço Lula vai buscar um acordo para implementação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, definindo captação, aplicação e metas do projeto.

Na sexta-feira (7), outros líderes farão seus discursos na plenária geral de líderes, ao longo do dia.

Às 11h terá início a Sessão temática 2 – Transição energética. Entre os compromissos em debate estão triplicar a capacidade global de energias renováveis até 2030, duplicar a eficiência energética e consolidar o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis (Belém 4x), uma coalizão liderada por Brasil, Itália e Japão que pretende quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

E, a partir das 15h30, a Sessão Temática 3 – 10 anos do Acordo de Paris: Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e Financiamento. Neste espaço será feito um balanço dos Acordos de Paris e a definição de novas metas, além de buscar um entendimento sobre o financiamento das ações para mitigar as mudanças climáticas.

Os acordos estabelecidos nestes dois dias não serão as definições de metas finais da COP30, mas vão estabelecer parâmetros de negociação para a próxima semana.

Os movimentos populares, no entanto, veem com desconfiança os possíveis resultados da COP30. “A COP30 é um espaço das corporações e das nações, por isso estamos construindo a Cúpula dos Povos, esse espaço da ampla participação da sociedade civil para discutir esse grave momento que vivemos no mundo”, explica Pablo Neri, que compõe a direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

*Conteúdo originalmente publicado no Brasil de Fato

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