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Luís Roberto Barroso dá a entender que pode deixar o STF

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Presidente do Supremo Tribunal Federal indica possível saída antecipada da Corte e afirma que já cumpriu sua missão institucional

O ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta segunda-feira (6) que pode antecipar sua saída da Corte. A informação foi divulgada pela agência Sputnik. Em declarações públicas, Barroso afirmou que considera ter “cumprido sua missão institucional” e que pretende avaliar “o momento certo de encerrar o ciclo” iniciado há mais de uma década.

Durante um evento acadêmico, o presidente do STF declarou que “há um tempo de chegar e um tempo de sair”. Sem confirmar oficialmente sua aposentadoria antecipada, Barroso ressaltou que sente “dever cumprido” após anos dedicados à consolidação de pautas institucionais, à defesa da democracia e à modernização do Judiciário.Play Video

“Tenho a sensação de missão cumprida e de que, talvez, em algum momento próximo, seja hora de abrir espaço para uma nova geração de juristas que traga novas ideias e energias ao Supremo”, afirmou o ministro.

Possível saída antes da aposentadoria compulsória

Barroso completará 67 anos em 2025 e, portanto, ainda está longe da aposentadoria compulsória, que ocorre aos 75. Caso confirme a decisão, ele deixaria o STF de forma voluntária, o que abriria uma nova vaga a ser preenchida pelo presidente Lula.

Fontes próximas ao tribunal avaliam que uma eventual saída de Barroso teria impacto relevante na atual composição da Corte, especialmente por ele ser uma das vozes mais ativas em temas como democracia, direitos civis e combate à desinformação.

Legado e perfil do ministro

Nomeado para o Supremo em 2013, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Luís Roberto Barroso construiu uma trajetória marcada pela defesa do Estado de Direito e pela ênfase na transparência institucional. Em 2023, assumiu a presidência do STF, sucedendo Rosa Weber, e conduziu a Corte em um período de forte polarização política e reestruturação do Judiciário.

Em sua gestão, Barroso buscou fortalecer o diálogo entre os poderes e o papel do Supremo como guardião da Constituição, embora também tenha enfrentado críticas de setores conservadores e de parte da classe política.

Novo cenário no Judiciário

Caso o ministro confirme sua saída, o presidente Lula terá a oportunidade de indicar um novo nome para o Supremo, ampliando a influência de sua gestão na composição da Corte. A escolha deverá seguir os trâmites constitucionais, passando por sabatina e aprovação no Senado.

Enquanto a decisão não é oficializada, o comentário de Barroso já movimenta bastidores em Brasília, levantando especulações sobre possíveis sucessores e os rumos do STF em um momento crucial para a democracia brasileira.

Com informações do Brasil 247

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