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IPCA desacelera em janeiro e sobe 0,42%, acima das expectativas

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10/11/2015. Crédito: Carlos Moura/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Fatores climáticos e a inflação. Supermercado no Cruzeiro.
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10/11/2015. Crédito: Carlos Moura/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Fatores climáticos e a inflação. Supermercado no Cruzeiro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em janeiro na comparação com dezembro, como é o esperado tradicionalmente, mas ficou acima das expectativas do mercado, o que pode ser um sinal de alerta para as próximas decisões do Banco Central sobre os juros.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (8/2), o indicador da inflação oficial subiu 0,42% e ficou 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro (0,56%), novamente puxada por alimentos que acelerou em relação a dezembro, passando de 1,11% para 1,38%. 

Nos 12 meses até janeiro, o IPCA acumulou alta de 4,51%, abaixo dos 4,62% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2023, a variação havia sido de 0,53%.  

De acordo com o economista e consultor André Perfeito o IPCA veio acima das projeções do mercado, de 0,34% e que houve piora “qualitativa no índice”. 

“Os núcleos apresentam certa aceleração e a dispersão mantém-se em patamar elevado.  E serviços subjacentes também apresentaram alta”, destacou. Ele prevê a taxa básica de juros (Selic) no fim do ano acima da mediana das projeções do mercado, de 9%.

“Reitero mais uma vez o cenário de Selic em 9,75% no fim do ciclo. Se, de um lado, o indicador cheio do IPCA tende a ficar relativamente estável, por outro, como já argumentei algumas vezes, a dinâmica do mercado de trabalho tende a pressionar serviços, algo que tanto o Banco Central quanto a Faria Lima olham com atenção”, alertou Perfeito.

Conforme os dados do IBGE, dos nove grupos de serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. A maior variação (de 1,38%) e o maior impacto (0,29 ponto percentual) vieram do grupo Alimentação e bebidas. Na sequência, destaca-se a alta do grupo de Saúde e cuidados pessoais, de 0,83%, e impacto de 0,11 ponto no IPCA.

O grupo Transportes registrou queda no índice de janeiro, de 0,65%, e impacto de -0,14 ponto no IPCA. Os demais grupos ficaram entre queda de 0,08% no de Comunicação e alta de 0,82% no de Despesas pessoais.

INPC acelera e sobe 0,57% 

Enquanto o IPCA desacelerou em janeiro, o indicador do IBGE da inflação para as famílias mais pobres acelerou. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,57% no mês passado, dado , 0,02 ponto percentual acima do resultado observado em dezembro (de 0,55%). Em janeiro de 2023, a taxa foi de 0,46%.

Os produtos alimentícios foram os principais vilões do INPC, que mede a carestia nas famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, uma vez que passaram de 1,20% de variação em dezembro para 1,51% em janeiro, conforme os dados do IBGE. A variação dos itens não alimentícios foi menor, de 0,27% em janeiro, frente à alta de 0,35% no mês anterior.

Com informações do Correio Braziliense

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